sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Doe leite humano para salvar bebês na UTI. Ligue o 0800.286.5678 do Hospital César Cals

Ás 7h da manhã, todos os dias, o banco de leite humano do Hospital Geral Dr. César Cals, unidade da Secretaria da Saúde do Estado, abre as portas para a vida. A busca constante por mães doadoras, consequentemente mais leite para os bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e berçário de médio risco é rotina para os profissionais que fazem parte da serviço. São essas ações que ajudam cerca de 58 bebês internados no hospital a ganhar peso, saúde e vida.
O banco de leite humano, além de ser responsável por receber as doações, pasteurização, armazenamento e distribuição de leite, também desenvolve ações voltadas para a orientação sobre amamentação. Toda mãe que tiver alguma dificuldade para amamentar ou dúvidas sobre o processo de doação pode ir ao Hospital César Cals ou ligar, sem pagar nada, para o telefone 0800 286 5678. Esse é o meio mais fácil para receber todas as orientações e tirar quaisquer dúvidas. E não são apenas as mães que podem ligar e têm acesso ao serviço. Conforme conta a técnica de enfermagem Elizabete Teixeira Pimentel, já recebeu ligações de avós querendo saber qual a maneira correta de dar o leite para o bebê, porque ficam responsáveis pelos ¨pequenos¨enquanto a mãe está na faculdade ou no trabalho. Uma das principais dúvidas é sobre o armazenamento adequado do leite, que deve ser mantido em frasco de vidro de maionese ou café solúvel no congelador ou freezer por até 10 dias.
Para doar, é preciso estar amamentando, ter excesso de leite e não fazer uso de antibióticos. Basta ligar para o disque amamentação ou procurar o banco de leite no Hospital César Cals, na avenida do Imperador 545, Centro. Foi o que fez Ângela Pereira de Albuquerque, que veio ao HGCC para a consulta de retorna da filha Alice, nascida há nove dias na maternidade do César Cals. "Depois da consulta, procurei o banco de leite para fazer a doação". Ela conta que recebeu as primeiras orientações sobre amamentação e doação assim que foi admitida para o parto.
Ao doar, as mães ajudam a manter o estoque de leite do banco, que alimenta os bebês internados no César Cals. Para suprir a necessidade diária, são necessários pelo menos 15 litros de leite. Por isso, quanto mais leite, melhor. O leite doado é pasteurizado no próprio hospital. Quando são alimentados com leite humano, o tempo de internação na UTI pode ser reduzido pela metade e os bebês crescerão mais fortes e saudáveis.
O período do carnaval está se aproximando, por isso a necessidade de aumentar as doações. Além do leite, também podem ser doados frascos de vidro de maionese ou café solúvel. O Banco de Leite do HGCC funciona todos os dias da semana, de 7 da manhã até às 19h. Em todo o Ceará, existem seis Bancos de Leite Humano.

Secretaria da Saúde do Estado

Saúde recebe orçamento de R$ 77,1 bilhões


Lei Orçamentária de 2011 garante R$ 60,6 milhões para ações e serviços de saúde

A Lei Orçamentária 2011 (12.381/11) – publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União - destinou R$ 77,1 bilhões para o Ministério da Saúde.

Desse total, R$ 14 bilhões são reservados para pagamento de pessoal (ativos e inativos), R$ 60,6 milhões para a manutenção de toda a rede do Ministério da Saúde (custeio e investimento) e R$ 2,5 bilhões são de emendas parlamentares.

Do total do orçamento aprovado, R$ 68,6 bilhões vai para o Fundo Nacional de Saúde (FNS) – que é o gestor financeiro do SUS; R$ 4,7 bilhões é destinado às ações da Funasa; R$ 2,37 bilhões vai para a Fiocruz; R$ 660,3 milhões para a Anvisa; 217,5 milhões para a Agência Nacional de Saúde (ANS) e R$ 594,9 milhões para o Grupo Hospital Conceição da Região Sul.

Por Mauren Rojahn, da Agência Saúde – Ascom/MS

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Rede de assistência aos pacientes se prepara para epidemia de dengue

A rede de assistência do Ceará está mais estruturada para uma possível epidemia de dengue em 2011 do que estava em 2008, quando o Estado registrou 44.508 casos da doença, com 23 mortes por dengue hemorrágica. A opinião foi consensual entre gestores de hospitais e das secretarias da Saúde do Estado e de Fortaleza, reunidos na manhã desta quarta-feira, 9 de fevereiro, no auditório Waldir Arcoverde, da Sesa, com o objetivo de reforçar a assistência aos pacientes com dengue na capital e no interior. ¨ Isso não significa dizer que a rede, incluindo hospitais e unidades públicas e privadas, não precisem se preparar ainda mais para oferecer diagnóstico precoce e assistência de qualidade, evitando óbitos¨, observou o secretário da saúde do Estado, Arruda Bastos.

UPAs e Hospital da PM

Ele destacou que a rede pública de assistência será reforçada com as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24 Horas), que estão prontas para serem inauguradas em Maranguape e nas Regionais III, V e VI, em Fortaleza, com um total de 48 leitos, e ainda com a integração do Hospital da Polícia Militar, com 100 leitos, à rede de unidades da Sesa. No interior do Estado, o Hospital Regional do Cariri (HRC), com inauguração prevista para o próximo mês, garantirá mais 294 leitos para a região sul do Estado, que, em parte, podem ser utilizados para acolher e tratar pacientes com dengue em situações mais grave.

Alerta à pediatria

No Ceará, há uma tendência persistente de aumento proporcional do número de casos de dengue em menores de 15 anos. Por essa razão, o coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, Manoel Fonseca, orientou os hospitais particulares da rede complementar a atualizarem os pediatras no manejo dos pacientes. Ele lembrou que na epidemia de 2008 a Secretaria da Saúde lançou nota técnica orientado que todos os casos de virose sejam tratados como dengue e recomendou que os hospitais particulares formem estoques de soro oral, fundamental para a hidratação dos pacientes. Arruda Bastos garantiu que soro não será problema. O abastecimento está garantido.

Prevenção

Ao mesmo tempo em que alerta os diretores de hospitais sobre a necessidade de reforçar a estrutura de assistência aos pacientes com dengue, os gestores da saúde pública incrementam as ações de prevenção para reduzir os índices de infestação do mosquito. Afinal, é recorrente a frase entre os especialistas em dengue de que ¨só existe a doença porque existe o mosquito¨. Ciente disso, a Sesa, como gestora da saúde pública estadual, avança nas mobilizações para atingir o máximo de donas de casa, trabalhadores, professores, empresários comprometidos em evitar a mutiplicação do Aedes aegypti, que transmite a doença. A mais nova mobilização é com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará. De 28 deste mês a 4 de fevereiro a FIEC, com apoio da Sesa e da Secretaria de Saúde de Fortaleza, fará mobilizações contra a dengue nas indústrias localizadas em Fortaleza, Maracanaú, Horizonte, Juazeiro do Norte e Sobral. Os trabalhadores irão trabalhar durante os cinco dias com adesivos, aventais, capacetes trazendo o tema da campanha "Indústria sem dengue". Nos canteiros de obras tapumes exibirão adesivos gigantes para alertar, além dos operários os pedestres e motoristas que circularem nas imediações

SESA-CE

Número de obesos duplicou nos últimos 30 anos

Norte-americanos continuam a ser a população mais obesa, em países desenvolvidos

Obesidade afeta 500 milhões de adultos em todo o mundo

Atualmente a obesidade afecta dez por cento dos adultos em todo o mundo. Esta percentagem, o dobro de há 30 anos, representa 500 milhões de obesos, a maioria mulheres.
O alerta foi feito por um estudo publicado na revista "The Lancet", que avaliou a evolução desta condição entre 1980 e 2008 em pessoas com mais de 20 anos.
Os resultados foram alarmantes: mais de um por cada dez adultos estava obeso, sendo que, entre os países desenvolvidos, os Estados Unidos são o país que lidera o ranking. Já a população do Japão é a menos afectada pelo excesso de peso.

Segundo o estudo coordenado por Majid Ezzati, do Imperial College de Londres, e Salim Yusuf e Sonia Anand, do Instituto de Estudos da População/Saúde de Hamilton (Canadá), o excesso de peso é caracterizado por um índice de massa corporal (IMC) acima de 24 quilogramas por metro quadrado.
Ao longo dos 28 anos analisados, este parâmetro usado para medir a relação entre peso e a altura aumentou entre os homens e as mulheres. A nível global, 1,46 biliões de adultos registam excesso de peso, sendo que a obesidade quase duplicou. Actualmente afecta 205 milhões de homens e 297 milhões de mulheres, o que corresponde a 9,8 e 13,8 por cento, respectivamente.
Embora a obesidade seja associada sobretudo aos países ricos, os menos desenvolvidos também são afectados. A pequena ilha de Nauru, no Pacífico sul, com 14 mil habitantes, registou em 2008 a maior média de IMC: 33,9 nos homens e 35 nas mulheres. Já em 1980, esta ilha estava no topo da lista, mas com valores inferiores - 28,1 para os homens e 28,3 para as mulheres.

Entre os países ricos, os Estados Unidos, que já tinham a população com maior taxa de obesidade em 1980, permanecem em primeiro lugar, com um IMC de 28,5. Seguem-se a Nova Zelândia e Austrália entre as mulheres, e o Reino Unido e Austrália entre os homens.

Países desenvolvidos: Japão no fundo da lista

Majid Ezzati, Sonia Anand e Salim Yusuf coordenaram o estudo

O Japão tem o menor IMC (22 para os homens e 24 para as mulheres) entre países desenvolvidos. No que concerne aos menos desenvolvidos, as mulheres do Bangladesh registam o menor índice entre as mulheres, enquanto a República Democrática do Congo é a primeira entre os homens.
Relativamente à Europa ocidental, a Itália é um caso raro, pois o IMC das mulheres caiu nos últimos 28 anos. Na Bélgica, Finlandia e França, o índice de massa corporal das mulheres sofreu uma ligeira subida. As suíças são as mulheres mais magras da Europa, seguidas pelas francesas e italianas, enquanto os europeus mais magros são os franceses.
O estudo lembra ainda que o excesso de peso, fruto da má alimentação e da falta de actividade física, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial e algumas formas de cancro, problemas que estão na base de três milhões de mortes por ano.

Ciência Hoje

Novo tipo de mosquito pode dificultar combate à malária


Cientistas acreditam que insecto é recente em termos evolutivos

Cientistas franceses encontraram um tipo de mosquito até agora desconhecido que pode dificultar o combate à malária. Os insectos foram recolhidos em lagos de Burkina Faso, no oeste africano, e identificados como um subtipo da espécie Anopheles gambiae.

De acordo com os investigadores, há grande probabilidade de o mosquito hospedar o parasita da malária, sendo que, por se instalar fora das casas, o controlo torna-se mais difícil.

Ken Vermick, do Centro Nacional de Investigação Científica de França, referiu que não foi possível quantificar os casos de malária causados por esta sub-espécie, mas que ficou evidente que estes mosquitos têm uma "excepcional preferência por sangue humano e são abundantes na população", pelo que é “improvável que sejam inofensivos”.

Num estudo publicado na revista "Science", a equipa francesa explica que o insecto recém-identificado, apelidado de Goundry (nome de uma aldeia próxima da área da descoberta), não se assemelha com nada visto até agora. Tal se deve ao facto de geralmente os mosquitos estudados serem capturados dentro de residências, onde é mais fácil apanhá-los. "Alguns estudos ao longo dos anos sugerem que a população de vectores não estava só em interiores", sublinhou Vernick, explicando por que motivo a sua equipa decidiu capturar insectos no exterior.

Após localizarem o novo subtipo, os investigadores desenvolveram novos indivíduos em laboratório e descobriram que o mosquito é mais susceptível ao parasita da malária do que os tipos que vivem dentro das casas. Isso sugere que o Goundry pode ser bastante recente em termos evolutivos, segundo Vernick, e que talvez tenha evoluído para se adaptar ao ambiente externo de forma a resistir a insecticidas e mosquiteiros, por exemplo.

Cência Hoje

Desfibrilhador combinado duas vezes mais eficaz nas mulheres

Aparelho estimula aurícula direita e ventrículos de forma sincronizada

A colocação de um desfibrilhador combinado com uma ressincronização por impulsos eléctricos é duas vezes mais eficaz nas mulheres para impedir a insuficiência do coração ou a morte, segundo um estudo hoje publicado.
CRT-D para insuficiência cardíaca
“Os resultados da nossa análise são surpreendentes e muito importantes, porque se trata do único tratamento cardíaco que é claramente mais eficaz nas mulheres do que nos homens”, afirma o cardiologista Arthur Mossa, coordenador da investigação.

Os investigadores analisaram os resultados de um ensaio clínico publicado em 2009, no New Englando Journal of Medicine, feito em 1820 pessoas nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa

Este estudo de quatro anos compara a eficiência de um desfibrilhador implantado com um pequeno aparelho que envia impulsos eléctricos ao coração para estimular a aurícula direita e os ventrículos de forma coordenada e sincronizada.

Esta nova abordagem de tratamento para a insuficiência cardíaca é denominada CRT-D (ressincronização cardíaca com desfibrilhação).

A análise comparativa hoje publicada no «Journal of the American Medical Association» mostra que esta abordagem permite reduzir a incidência de insuficiências cardíacas de 70 por cento das mulheres contra 35 por cento nos homens. A taxa de mortalidade diminuiu mesmo 72 por cento no caso das mulheres.

Entre as principais razões para explicar esta diferença, os investigadores referem que as mulheres sofrem com mais frequência de doenças cardíacas não isquémicas, enquanto nos homens são mais comuns doenças isquémicas que provocam o retraimento das artérias.

Ciência Hoje

Vice- presidente Alexandre Mont´Alverne ministra palestra sobre Pacto Pela Saúde e Agenda Municipal


Pacto pela Saúde e Agenda Municipal é tema da palestra ministrada pelo vice-presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – Conasems e secretário municipal de saúde de Fortaleza, Alexandre Mont´Alverne, no próximo dia 18 de fevereiro, em Tocantins.

A palestra faz parte da programação do I Encontro de Secretários Municipais de Saúde de Tocantins de 2011, que vai ocorrer no Auditório da ATM. Os temas a serem tratados neste Encontro são de grande relevância para o fortalecimento das gestões municipais, especialmente no momento atual em face das recentes normativas relacionadas ao gerenciamento do Fundo Nacional de Saúde, que traz repercussões imediatas na responsabilidade do gestor.
É importante lembrar que, este Evento é uma ótima oportunidade para encontrarmos soluções para problemas municipais, compartilhando experiências com secretários de todo o Estado, bem como o Presidente dos Conselho Nacional de Secretários de Saúde e do Representantes do Tribunal de Contas do Estado.
Além do Encontro, será realizada a Assembléia Geral Ordinária, com a Eleição Biênio 2011-2012.

I ENCONTRO DE SECRETÁRIOS MUNICIPAIS DE SAÚDE DE 2011

Dia 18/02/2011

Local: Auditório da ATM
9h00 – Abertura
· Presidente do COSEMS/TO: Dr. Eduardo Novaes Medrado

10h00 – Tema: Pacto pela Saúde e Agenda Municipal
· Vice-presidente do CONASEMS: Dr. Alexandre Mont´Alverne

11h00 – Discussão e questionamentos.

12h00 – Intervalo para almoço

14h00 – Tema: A Contabilidade dos Fundos Municipais de Saúde
· Tribunal de Contas do Estado

15h00 – Discussão e questionamentos

15h30 – Encerramento do Evento e Início da Assembléia Geral Ordinária / Eleição Biênio 2011/2012.
· Presidente do COSEMS/TO: Dr. Eduardo Novaes Medrado

15h45 – Apresentação dos Relatórios Financeiro e Patrimonial
· Conselho Fiscal

16h00 – Apresentação da Chapa pelo responsável da mesma

16h15 – Formação da mesa eleitoral para os trabalhos pertinentes. (Eleição e posse da Diretoria e Conselho Fiscal Biênio 2011/2012)
· Comissão Eleitoral

17h30 – Proclamação da Diretoria e Conselho Fiscal eleito e Representante Regionais da CIB para o Biênio 2011/2012
· Comissão Eleitoral

18h00 – Fala do Presidente Eleito para o Biênio 2011/2012.

18h30 – Coquetel de encerramento.

Assessoria de Comunicação do Cosems / TO

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Número de próteses oculares distribuídas pelo HGF supera ano anterior

O Hospital Geral de Fortaleza, HGF, fechou o ano de 2010 com 395 próteses oculares distribuídas. O número é superior ao registrado em 2009, quando foram distribuídas 311 próteses. As causas mais recorrentes para a perda da visão são os acidentes domésticos envolvendo adultos e crianças. Há também casos de pessoas que perderam a visão em consequência de doenças como glaucoma, catarata e câncer.

O Programa de Próteses Oculares do HGF é mantido desde 2002 e tem o objetivo de reintegrar e recuperar a capacidade de trabalho de pacientes com perda de visão e promover condições de atendimento para colocação de prótese ocular. Todos os anos, o hospital realiza mutirões para distribuição de próteses oculares. Em cada mutirão, cerca de 60% dos pacientes são de Fortaleza, cerca de 2% veem de outros estados e o restante vem o interior e região metropolitana. Foram distribuídas 50 próteses em 2002, 133 em 2003, 299 em 2005, 249 em 2006, 103 em 2007, 214 em 2008, 311 em 2009 e 395 em 2010.

A primeira etapa de distribuição de próteses oculares de 2011 acontece de 7 a 18 de fevereiro. João Freitas, de 42 anos, foi o primeiro paciente a receber a prótese ocular este ano. Ele perdeu o olho esquerdo após sofrer um tiro ao reagir a um assalto em São Paulo há 17 anos. Pela primeira vez, recebe uma prótese aqui no HGF. Com a nova aparência, ele pretende voltar a procurar trabalho. "Com a prótese, a visão que os outros tem da gente fica melhor. Isso vai facilitar pra eu conseguir trabalho"- afirmou. Até o dia 18 de fevereiro, devem ser distribuídas 130 próteses oculares. Todos os pacientes já foram cadastrados em 2010

O Programa, coordenado pelo Serviço Social do hospital, é hoje o maior programa de distribuição de próteses oculares do país. O custo de cada prótese para o SUS é de R$ 458,31. Na rede particular, esse custo salta para uma média de R$ 900,00.

Desde 2002, em oito mutirões, o HGF já distribuiu 1.754 próteses oculares. A prótese para correção estética fabricada em resina policerâmica pode ser usada em todos os casos quando há perda de visão. Com a prótese, é possibilitado que a pálpebra volte a funcionar, impedindo a deformidade facial, melhorando a auto-imagem e contribuindo para a elevação da auto-estima.
Quem deseja receber a prótese precisa fazer o cadastro junto ao Programa de Próteses Oculares do HGF. Todas as pessoas com perda de visão e solicitação médica, independente se da rede pública ou não, podem fazer o cadastro.

Documentação necessária para receber o benefício

Acima de 18 anos – Original da Solicitação da Prótese Ocular feita por um Oftalmologista, xérox da Carteira de Identidade (RG), CPF, Comprovante de Residência (conta de água, energia ou telefone), Cartão Nacional de Saúde e número de prontuário, aberto no HGF.

Menos de 18 anos – Original da Solicitação da Prótese Ocular feita por um Oftalmologista, xérox da Carteira de Identidade (RG) e CPF (agora obrigatório), Cartão Nacional de Saúde, Comprovante de Residência (conta de água, energia ou telefone) do paciente e número de prontuário, aberto no HGF. E ainda: xerox da carteira de Identidade (RG), CPF e Comprovante de Residência (conta de água, energia ou telefone) do responsável (caso não resida no mesmo endereço que o paciente).

Mais informações
Assessoria de Comunicação HGF - 3101-7086
Programa de Próteses Oculares do HGF – 3101-3294
Fátima Gomes, coord. Programa de Próteses Oculares do HGF

Indústrias definem participação no combate à dengue

Com a participação de pelo menos 150 empresários, a Federação da Indústria do Estado do Ceará (Fiec) realiza nesta segunda-feira (7) às 18h30min, uma reunião sobre a participação das indústrias nas ações de prevenção contra a dengue. Gestores e técnicos da Secretaria da Saúde do Estado vão mostrar a situação de risco de epidemia de dengue no Ceará este ano. E mais importante: envolver a força da Fiec, com 40 sindicatos e 200 mil trabalhadores, nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A entidade é a mais nova integrante do Comitê Estadual de Mobilização contra a Dengue, formado agora por 22 instituições governamentais e não governamentais.
Com ações e ideias simples, o Comitê quer mobilizar grande número de trabalhadores das indústrias cearenses. Uma das ideias é a inclusão nas toucas utilizadas na rotina do trabalho das mulheres das indústrias de castanha a frase “Dengue: se você agir, podemos evitar”, a mais nova campanha do Ministério da Saúde. Outra dica que a Sesa vai apresentar aos empresários é a colocação de adesivos, também com o tema da campanha, em todos os tapumes da construção civil. Uma terceira ideia é a fixação de adesivos com a campanha nos capacetes de proteção dos operários da construção civil. Tudo isso é reforço da prevenção e também responsabilidade social das indústrias.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Piso salarial dos agentes de saúde e endemias volta à pauta da Câmara

Deputado Federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB/CE)

Depois de ter conseguido acrescentar uma emenda na Constituição Federal, com reconhecimento aos agentes de saúde e de combate às endemias, o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB) trabalha novamente para fazer valer o direito ao piso salarial e ao plano de carreira das duas categorias.
Como a relatora Fátima Bezerra não concluiu o seu parecer sobre o tema na legislatura passada, Gomes de Matos requereu nessa quinta-feira, junto à mesa diretora da Câmara dos Deputados, a criação de Comissão Especial que voltará a analisar tanto a Emenda Constitucional nº 63 como a Emenda Constitucional nº 51.
O tucano observaou que os agentes de saúde e agentes de endemias são os únicos profissionais, dentre os que reivindicam a criação de um piso salarial, que possuem a Emenda Constitucional 63, promulgada em 04 de fevereiro de 2010, que ampara de fato e de direto o piso e o plano de carreira.

Fonte: Blog do Eliomar de Lima

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Lideranças religiosas se tornam parceiras do Ministério da Saúde no combate à dengue

Representantes de 84 entidades participaram de reunião com o ministro Alexandre Padilha e repassarão aos fiéis orientações para prevenir a doença e evitar casos graves

Na tarde desta quinta-feira (27), o ministro da Saúde Alexandre Padilha recebeu 107 líderes de 84 entidades religiosas de todo o país. Representantes dos mais diversos credos comparecerem ao auditório Emílio Ribas, na sede do ministério da Saúde, para conhecer detalhes da campanha nacional contra a dengue e do mapa de risco de surto da doença no país. Com as informações recebidas, eles passam a reforçar as ações de mobilização contra a dengue junto aos fiéis.
O encontro foi aberto pelo secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, que apresentou os dados mais recentes sobre a dengue e as peças publicitárias elaboradas pelo Ministério da Saúde para orientação à população, gestores públicos, educadores e parceiros. Lembrando que há risco de 16 estados brasileiros enfrentarem surto da doença neste primeiro semestre, o ministro Alexandre Padilha reforçou que o combate à dengue não pode ser restrito ao setor saúde.
“O mosquito da dengue vive no dia-a-dia das pessoas, das comunidades, dos bairros... As lideranças religiosas têm o papel fundamental de juntar as pessoas, mobilizá-las, de ajudar as pessoas a tomar consciência de seus hábitos. Para enfrentar todos os problemas de saúde é muito importante a participação das lideranças religiosas, sobretudo no combate à dengue”, destacou o ministro Alexandre Padilha. “Precisamos que no culto, na missa, no encontro religioso, nas atividades e nos shows essas lideranças reforçarem junto aos fiéis a necessidade de cuidar tanto da nossa saúde quanto da nossa casa e da nossa comunidade”, completou.
As mensagens de prevenção e de orientações sobre a doença serão repassadas durante cultos e encontros religiosos. Dentre outras iniciativas, as entidades também poderão realizar mutirões de limpeza de terrenos e casas; coordenar reuniões entre fieis e equipes técnicas estaduais e municipais de Saúde para repasse de informações, além de reproduzir as peças publicitárias fornecidas pelos ministérios em sítios eletrônicos, quadro de avisos, publicações e programas de rádio e TVs ligados às várias doutrinas.
Empenho pessoal – Há quatro anos, padre George, atual pároco da Catedral de Brasília, enfrentou por quatro dias febre alta e dores intensas pelo corpo até decidir procurar um pronto socorro. “Quase morri porque pensei que era gripe, não me hidratei corretamente e demorei a ir ao médico. Fiquei cinco dias internado. A demora em buscar atendimento é que faz com que centenas morram de dengue. Por isso, estarei pessoalmente envolvido nesta campanha”, garantiu. E ele sabe bem como ajudar. “Vou falar nas missas, colocar uma faixa na Catedral para chamar atenção dos turistas e afixar panfletos ou cartazes no quadro de avisos. Temos muito a contribuir”.
O deputado e pastor da Sara Nossa Terra, Robson Rodovalho, parabenizou o ministério da Saúde pela iniciativa. “Trazer as lideranças religiosas para a propagação de políticas de saúde é uma iniciativa criativa e altamente proativa. Se contarmos apenas a Sara, o combate à dengue ganha hoje cerca de um milhão de novos colaboradores”, destacou.
Ao reconhecer o ineditismo da parceria, lideranças de religiões não cristãs foram unânimes em ressaltar que o encontro desta tarde também sinalizou o respeito do governo brasileiro ao sincretismo religioso. “Vemos aqui o reconhecimento de todas as religiões, a quebra do preconceito institucional, numa parceria única para cuidarmos do nosso povo e salvarmos vidas. Atenderemos esse chamado”, destacou o pai Alexandre de Oxalá, representante das religiões de matrizes africanas. “Há uma consciência deste novo governo de que um dos focos que mais tocam a alma, o coração das pessoas, são as lideranças religiosas. Encontros como este reforçam que nosso Estado é laico e, neste caso, que todos são fundamentais para que as informações sobre a dengue cheguem ao máximo de pessoas possível. É uma postura respeitosa e inteligente”, completou o presidente da Associação Hare Krishna do Distrito Federal, Raghu Vira Das, que representou os hare krishnas de todo o Centro-Oeste.

 
Por Ana Paixão, da Agência Saúde - ASCOM/MS
61/3315-3174

Arruda Bastos informa secretários municipais sobre fundo para a saúde

Na primeira reunião ampliada deste ano do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde, a pauta número 1 foi o Fundo Estadual de Atenção Secundária à Saúde, que o governo do Estado propõe criar para ajudar na manutenção financeira de diferentes unidades de saúde de média complexidade em todo o Estado. A proposta de criação do fundo para a saúde está na Assembleia Legislativa do Estado. Aos gestores municipais de saúde, o secretário da saúde do Estado, Arruda Bastos, falou por mais de uma hora sobre a composição e funcionamento do novo fundo. Na composição, 15% dos recursos são do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) gerados nos municípios. O fundo é constituído ainda por recursos depositados pelo Estado, que correspondem a 2/3 do valor total do fundo.
Com o Fundo Estadual de Atenção Secundária à saúde, as novas unidades em funcionamento e em construção pelo Governo do Estado, como as 21 policlínicas regionais, os 18 Centros de Especialidades Odontológicas regionais, as 32 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o SAMU Ceará passam a contar com uma fonte assegurada de manutenção financeira. Outros serviços de saúde de média complexidade, previstos em decreto do governador, também poderão ser mantidos com recursos do fundo, disse Arruda Bastos aos secretários de saúde dos municípios durante a reunião do Cosems.
Ele afirmou que "a expectativa do Ceará com a criação do fundo e geração de mais recursos para a saúde é de sensibilizar o Ministério da Saúde para a necessidade urgente em ampliar o financiamento para a saúde nos três níveis de atenção – primária, secundária e terciária". Arruda Bastos disse que ¨o fundo, quando aprovado pelos deputados estaduais, vai melhorar o perfil financeiro e da qualidade da assistência na média complexidade¨.

Fonte: SESA

Jogadores do Fortaleza e Ceará alertam torcida sobre os perigos da dengue

Os jogadores do Fortaleza e do Ceará vão entrar em campo neste domingo, 30, no estádio Castelão, carregando faixas que alertam o público esperado de 35 mil torcedores para cuidados básicos com a dengue, uma mobilização das secretarias estaduais da Saúde e do Esporte. Nas faixas está escrito “Lave e tampe as caixas d`´agua. Previna a dengue”. No Ceará, o maior número de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, são encontrados em caixas d`água. Em outra faixa a mensagem para uma ação de consciência sanitária é clara: ¨nunca deixe lixo nas ruas¨. No lixo ficam acumulados copos descartáveis, tampinhas de refrigerantes, garrafas e outros depósitos que são um risco para a proliferação do mosquito.

Nas arquibancadas uma faixa ainda maior chama a atenção para uma ação coletiva de combate à doença, trazendo a mais nova campanha do Ministério da Saúde, com o tema “Dengue: se você agir, podemos prevenir”. O placar, repetidamente, vai exibir dicas de prevenção. Assim, os torcedores sairão mobilizados do Castelão para em casa, na escola, no trabalho, na igreja, comunidade evitar que o mosquito se multiplique e reduzir o risco de epidemia no Ceará. Segundo indicadores do Ministério da Saúde, o Ceará e mais 15 Estados estão com risco muito alto de registrar epidemias de dengue neste ano.

Não é a primeira vez que a Sesa faz mobilização contra a dengue dentro do Castelão. Há dois meses, no jogo Ceará X Atlético Paranaense, pelo campeonato brasileiro, o estádio também foi tomado por uma ação de saúde, com o objetivo de despertar nas torcidas consciência coletiva e sanitária no combate à dengue. A ideia de repetir a mobilização, reforçando as mensagens de prevenção entre jogadores e torcedores, surgiu durante reunião feita pela Sesa com a participação de representantes de nove órgãos do governo do Estado, na última terça-feira, 25.

Fonte: SESA

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

CAMPANHA CONTRA A DENGUE NO SÃO JOÃO E RENASCER

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Chega de criança com intestino preguiçoso

Se o seu filho não vai ao banheiro com a frequência desejada, o problema deve estar na alimentação. Enriqueça a dieta com frutas e hortaliças e ofereça bastante água para regular as idas ao troninho

ESTES PODEM CAUSAR PRISÃO DE VENTRE

BANANA

Adorada pelos pequenos, não é uma opção interessante para o trânsito intestinal congestionado. Ela não piora o quadro, mas também não ajuda. Nesse aspecto, a pior variedade é a banana-maçã.

LEITE

O leite de vaca de caixinha tem quantidade de proteínas bem diferente do leite materno. E, nos bebês pequenos, essa diferença tende a provocar constipação, ressecando suas fezes.

MAÇÃ

Não que a fruta seja ruim, mas é reconhecida por prender o intestino. Até porque as crianças costumam comê-la sem a casca e, aí, boa parte das fibras se perde

ARROZ BRANCO

O polimento elimina grande quantidade das fibras presentes no cereal. Não precisa cortar o alimento do prato, mas é importante misturá-lo a boas doses de feijão.
 
Fonte: Saúde é Vital
 
por LÚCIA NASCIMENTO design PILKER fotos DERCÍLIO

Excesso de atividade física pode prejudicar o coração

Estudo espanhol alerta para o perigo de exercícios intensivos

Maratonas, ciclismo e triatlo são algumas das actividades que implicam maior risco
É raro falar-se sobre os riscos do excesso de exercício, mas uma investigação realizada com ratos em Espanha veio alertar para o perigo de praticar actividades de resistência de uma forma intensa, pois, nalguns casos, tornam-se prejudiciais ao coração.
Segundo os dados obtidos, este tipo de exercício pode provocar alterações na estrutura e no funcionamento do coração, favorecendo o aparecimento de arritmias. Embora já se soubesse das mudanças físicas na anatomia do coração, este é o primeiro trabalho que demonstra que a actividade física intensa e mantida durante muito tempo pode ter impactos negativos.
“Se estes resultados se confirmarem em humanos, pode haver implicações importantes para aqueles que praticam exercício atlético de alto nível [como os maratonistas, ciclistas ou triatletas]”, assinalaram os membros do Instituto de Investigações Biomédicas August Pi i Suñer, em Barcelona, na revista científica “Circulation”.

Este risco potencial não afecta pessoas que praticam exercício moderado de forma regular, mas aquelas que o fazem de uma forma muito intensa há duas ou três décadas. “A actividade física normal confere benefícios amplamente reconhecidos, como a prevenção das doenças cardiovasculares e da diabetes”, reforçaram os investigadores.
Ratos atletas
Ratos foram submetidos a várias semanas de exercício
A ideia de realizar esta investigação surgiu depois de alguns estudos observacionais apontarem para a existência de um risco maior de arritmias entre os desportistas submetidos a treinos muito intensivos.
Os testes foram realizados com roedores que praticaram uma hora de exercício intenso diário durante quatro, oito e 16 semanas, o que nos humanos, poderia equivaler à realização de actividade física muito rigorosa durante dez anos.
 
Quando examinado o estados dos seus corações e comparados os resultados com um grupo de controlo (em que os animais tinham permanecido sedentários) foi verificado que os que praticaram mais exercício apresentaram anomalias na estrutura do músculo cardíaco, o que favorece o aparecimento de arritmias. 
 
Fonte: Ciência Hoje

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Descubra o que é Anemia, suas causas, seus sintomas, suas complicações

A anemia é um dos distúrbios mais frequentes na medicina.

Apesar de extremamente comum, ela é muitas vezes mal diagnosticada, mal tratada e quase sempre mal explicada aos pacientes.E é sobre isso que eu quero falar nesta postagem. Mas antes é necessário uma pequena e simples explicação fisiopatológica.

Você provavelmente já ouviu falar em anemia.
Mas você sabe o que é anemia?

Anemia é o nome que se dá quando ocorre uma diminuição dos nossos glóbulos vermelhos do sangue, as chamadas hemácias ou eritrócitos. São essas células que transportam o oxigênio vindo dos pulmões para todos os outros órgãos.
Na prática clínica, o diagnóstico de anemia é feito basicamente por 2 dosagens sanguíneas, presentes no famoso hemograma que todos já devem ter feito alguma vez na vida.
- Hematócrito : percentagem de sangue ocupado pelas hemácias
- Hemoglobina : proteína portadora de ferro, que fica dentro das hemácias e que transporta o oxigênio dos sangue.

O diagnóstico de anemia é feito quando as 2 dosagens estão abaixo do valor de referência.

Hematócrito normal > 41% no homem e > 38% nas mulheres
Hemoglobina normal > 13 g/dL no Homem e 12g/dL na mulher.

Os valores de referência podem variar de um laboratório para outro, e resultados um pouco abaixo do normal devem ser interpretados pelo seu médico, pois não necessariamente indicam doença. Mulheres com grande fluxo menstrual podem ter valores menores que estes, sem causar qualquer dano a saúde.
As hemácias são produzidas na medula óssea e tem uma vida de apenas 120 dias. As hemácias velhas são destruídas pelo baço (órgão situado à esquerda na nossa cavidade abdominal). Isso significa que a cada 4 meses trocamos todas as nossas células vermelhas. A produção e a destruição são constantes, de modo a se manter sempre o número ideal de eritrócitos circulantes no sangue.
O ferro é um elemento da hemoglobina. Pessoas com carência de ferro, normalmente por perdas de sangue, não conseguem sintetizar hemoglobina (e por consequência as hemácias) e por isso ficam anêmicas.

Bom, explicado o básico, vamos ao que interessa então.
A anemia tem 3 causas básicas:

- Pouca produção de hemácias pela medula.
- Muita destruição de hemácias pelo corpo.
- Perda de hemácias e ferro através de sangramentos.

 
O CONCEITO MAIS IMPORTANTE QUE DEVE SER APRENDIDO É QUE ANEMIA NÃO É UMA DOENÇA, E SIM, UM SINAL DE DOENÇA.

Uma úlcera no estômago ou um câncer de intestino causam sangramentos e perda de hemácias, levando a anemia.

Uma infecção ou tumor que atinge a medula óssea impede a produção de hemácias, também levando a anemia.

Um medicamento que seja tóxico para as hemácias e cause sua destruição antes de 120 dias, também leva a anemia.

PORTANTO, O SIMPLES DIAGNÓSTICO DE ANEMIA NÃO É SUFICIENTE, É NECESSÁRIO INVESTIGAR A SUA CAUSA.

É muito comum pacientes receberem o diagnóstico de anemia e serem tratados com ferro, sem nenhum tipo de investigação, como se todas as anemias acontecessem por deficiência deste elemento. E mesmo aquelas que realmente são por perda de ferro, a causa deve ser elucidada, pois frequentemente estamos falando de doenças do tubo digestivo. O ferro não vai tratar o tumor ou a úlcera do trato gastrointestinal que está a sangrar de modo oculto. Vai apenas mascarar os sintomas a curto prazo e postergar o diagnóstico.

Abaixo uma demonstração do número de doenças que podem causar anemia e ficarão sem diagnóstico se não forem investigadas.

- Neoplasias (câncer)
- Insuficiência renal
- Leucemias
- Linfomas
- Mieloma múltiplo
- Doenças do trato gastrointestinal
- Hipotireoidismo
- Deficiências de vitaminas como B12 e ácido fólico
- Toxicidade da medula óssea por drogas
- Doenças do fígado
- Infecções.
- Lúpus
- Síndrome hemolítica urêmica
- Alcoolismo
- Sangramento digestivo

ATENÇÃO: Anemia não causa e anemia não vira leucemia ou qualquer outro tipo de câncer, mas pode ser um sinal da existência de um deles.
Além de ser um sinal da presença de doenças sistêmicas, existem também as anemias primárias, ou seja, causadas por defeitos próprios na produção das hemácias. As mais comuns são:

- Anemia falciforme
- Talassemia
- Anemia sideroblástica
- Esferocitose
- Hemoglobinúria paroxística noturna
- Deficiência de G6PD
Na verdade, qualquer doença que curse com inflamação crônica pode inibir a função da medula óssea e cursar com queda das hemácias, uma situação em que chamamos de anemia de doença crônica.

Quais são os sintomas da anemia?

Como as hemácias são as transportadoras de oxigênio do nosso corpo, a falta delas leva aos sintomas de uma oxigenação deficiente dos nossos tecidos.O principal sintoma é o cansaço. A anemia pode ser tão grave que tarefas simples como pentear o cabelo ou mudar de roupa tornam-se extenuantes.Outro sinal é a palidez cutânea, muitas vezes identificadas até por leigos.Ainda podemos ter palpitações, falta de ar, dor no peito, sonolência, tonturas e hipotensão.

Um jeito simples de identificar a anemia é olhar a conjuntiva, que é membrana que recobre o olho e a região de dentro da pálpebra. Em pessoas normais ela é bem vermelhinha. Já em anêmicos ela é quase da cor da pele. Quando a anemia é leve, os sinais e sintomas podem ser discretos ou não existirem. Do mesmo modo, quando a instalação da anemia é lenta e gradual, o corpo tem tempo de adaptar-se a falta de hemácias, e mesmo níveis muitos baixos, podem passar despercebidos pelo paciente. O importante é procurar ajuda médica sempre que houver suspeita de anemia. Como pôde ser visto, a lista de diagnósticos diferenciais é imensa e apenas o médico é capaz de fazer a distinção correta.

Fonte: MD Saúde

TERÇOL | HORDÉOLO | Causas e tratamento

O terçol, chamado em medicina de hordéolo, é uma inflamação das glândulas das pálpebras, localizadas junto a raiz dos cílios

Antes de falarmos da doença terçol, cabe aqui uma rápida explicação sobre sua grafia correta. É muito comum encontrarmos a doença terçol escrita erradamente como tersol. Incrivelmente, já encontrei a grafia tersol em sites médicos e até em alguns dicionários online. Tersol com "s" é um tipo de toalha usada em missas pelos padres. Terçol com "ç" é uma inflamação nas pálpebras, objetivo deste texto. O plural de terçol é terçóis.

Como já explicado, o nome científico do terçol é hordéolo, sendo conhecido popularmente também como treçol, terçolho, treçolho, viúvo ou belezinha.

Por que surge o terçol?

Nas nossas pálpebras, junto aos folículos pilosos que produzem nosso cílios, temos também glândulas sebáceas, produtoras de gordura, responsáveis por evitar o ressecamento da pele. Temos glândulas sebáceas por toda a pele. Nas pálpebras elas recebem o nome de glândulas de Zeiss e glândulas de Mol (clique na imagem ao lado para ampliá-la)

O terçol ocorre quando há obstrução e contaminação destas glândulas, geralmente pela bactéria Staphylococcus aureus
O processo é muito semelhante ao que ocorre na formação da acne comum (espinhas) na pele, com obstrução de uma glândula sebácea e contaminação da mesma por uma bactéria
Blefarite, fator de risco para terçol

Um dos principais fatores de risco para o surgimento do terçol é a blefarite, uma condição onde há inflamação na margem das pálpebra, com aumento da secreção gordurosa ao redor dos cílios e a aparência de que há caspa nos mesmos
Esta inflamação associada a grande produção de gordura facilita a obstrução das glândulas e proliferação de bactérias.
Outras situações que favorecem o aparecimento do terçol incluem poucos cuidados higiênicos ao manusear lentes de contato(leia: LENTES DE CONTATO
Tipos, cuidados e complicações) e uso contínuo de maquiagem, principalmente quando não se lava o rosto à noite antes de dormir.

Sintomas do terçol
Terçol (hordéolo)

O terçol se caracteriza por um pequeno nódulo avermelhado nas pálpebras que pode parecer com uma pequena espinha, associado a um pequeno inchaço e dor local. Pode também haver algum grau de prurido, secreção, sensação de corpo estranho e aumento da sensibilidade dos olhos à luz.
O terçol não é uma doença contagiosa, portanto, não há necessidade de isolamento ou do uso de óculos escuros, como na conjuntivite, por exemplo.

Tratamento do terçol

O tratamento do terçol é simples e se baseia na higiene adequada dos olho e da pele ao seu redor associado a utilização de calor local, que pode ser feito com compressas de gaze ou algodão umedecidas com água morna colocadas sob a lesão por 15 minutos, quatro vezes por dia.
Na maioria das vezes, o terçol é um processo auto-limitado durando no máximo 1 semana. Porém, se a inflamação for persistente e não melhorar com as compressa mornas, pode ser necessário o uso de colírios e pomadas contendo antibióticos e corticóides

Em alguns casos mais complicados, com inflamação crônica ou grande coleção de pus, uma pequena incisão na pálpebra para drenagem do abscesso pode ser indicada pelo oftalmologista.

Fonte: MD Saúde

Sesa lança protocolo de atendimento para Doença Pulmonar Crônica

"A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é definida por limitação crônica no fluxo aéreo que não é totalmente reversível. A limitação está associada a inflamação exagerada do pulmão por causa de partículas ou gases tóxicos. O tabagismo é o principal fator de risco". Com essa definição e indicação de causa, destacados logo na introdução, a Secretaria da Saúde do Estado está lançando o Protocolo de atendimento a pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica no Estado do Ceará. Elaborado por médicos pneumologistas de dois hospitais da Sesa (Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes e o Hospital Geral Dr. César Cals) e o Hospital da Clínicas, do governo federal, o Protocolo foi criado como instrumento de fortalecimento da política pública para DPOC.
No mundo, a DPOC é a quarta causa de mortalidade. No Brasil e no Ceará os dados epidemiológicos ainda são escassos. Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do DataSUS, a estimativa é de que no Ceará, em 2007, o número de portadores com a doença chegava a 362.358. Estudo da situação de saúde no Ceará no período de 2000 a 2009, feito pela Sesa, mostra que as doenças do aparelho respiratório foram a primeira causa de internações - ver página 69 do saude.ce.gov.br). Entre as doenças do aparelho respiratório está a DPOC.
Segundo a presidente do Comitê para Política Estadual de DPOC, Penha Uchoa, o Protocolo será distribuído com profissionais dos três hospitais referência no tratamento da doença na capital e ainda entre profissionais dos hospitais pólo que atendem a população nas microrregiões do Estado. Com o protocolo na rotina de trabalho nos hospitais, os profissionais têm claramente todos os passos do diagnóstico e tratamento dos pacientes de acordo com a gravidade da DPOC, que varia de leve, moderado, grave e muito grave
 
Fonte: Sesa