segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

HEMORROIDAS | Sintomas e tratamento

Hemorroidas são veias dilatadas e inflamadas no ânus e reto, que podem causar dor, coceira e sangramento anal. Neste texto vamos abordar as causas, os sintomas e o tratamento das hemorroidas.

O que são hemorroidas?

A porção terminal do trato digestivo é composta pelo reto, pelo canal anal e pelo ânus propriamente dito. Como em qualquer outra parte do nosso corpo, esta região é vascularizada por artérias e veias que recebem o nome de artérias e veias hemorroidárias.

A maioria das nossas veias contém válvulas que ajudam o sangue a seguir sempre em uma mesma direção, impedindo seu retorno mesmo quando contra a gravidade. Por exemplo, o sangue nas veias da perna corre sempre contra a gravidade, graças às válvulas ele consegue subir sem ficar represado nas pernas. Quando as veias ficam doentes e as suas válvulas param de funcionar, surgem as varizes, veias tortuosas onde o sangue fica congestionado.

Ao contrário das veias do resto do corpo, as veias hemorroidárias não possuem válvulas para impedir o represamento de sangue. Portanto, qualquer aumento da pressão nessas veias propicia o seu ingurgitamento. As hemorroidas são como varizes das veias hemorroidárias. Assim como em qualquer variz, o sangue represado aumenta o risco de trombose e inflamações das veias.

Portanto, hemorroidas são dilatações das veias do reto e ânus, que podem vir acompanhadas de inflamação, trombose ou sangramento.

As hemorroidas são classificadas em:

- Hemorroidas internas: quando ocorrem no reto.
- Hemorroidas externas: quando ocorrem no ânus ou no final do canal anal.

As hemorroidas internas são ainda classificadas em quatro graus:

- Hemorroidas grau I: não prolapsam através do ânus.
- Hemorroidas grau II: prolapsam através do ânus durante a evacuação mas o retornam à sua posição original espontaneamente.
- Hemorroidas grau III: prolapsam através do ânus e a sua redução só é conseguida manualmente.
- Hemorroidas grau IV: estão prolapsadas através do ânus e a sua redução não é possível.

As hemorroidas internas grau I não são visíveis e as hemorroidas grau II normalmente passam despercebidas pelos pacientes, já que ninguém fica olhando para o ânus enquanto defeca. Como o reto e o canal anal possuem pouca inervação, este tipo de hemorroida não costuma causar dor.

As hemorroidas externas são facilmente identificadas e costumam inflamar causando dor e/ou prurido (comichão).

Causas de hemorroida

As hemorroidas são um distúrbio muito comum. Estima-se que mais da metade da população acima dos 50 anos sofra de hemorroidas em graus variáveis.

Os principais fatores de risco são:

- Constipação intestinal (prisão de ventre).
- Esforço para evacuar.
- Obesidade
- Diarréia Crônica
- Prender as fezes com frequência, evitando defecar sempre que há vontade.
- Dieta pobre em fibras.
- Gravidez.
- Sexo anal.
- História familiar de hemorroidas.
- Tabagismo
- Cirrose e hipertensão
- Ficar longos períodos sentados no vaso sanitário (há quem ache que o próprio design dos vasos propicie a formação de hemorroidas).

O hábito de evacuar agachado, muito comum no Oriente Médio e Ásia, está associado a uma menor incidência de hemorroidas. Aparentemente, evacuar sentado, como a maioria de nós habitualmente faz, pode aumentar a incidência de hemorroidas.

Independente dos fatores de risco, as hemorroidas se formam quando há aumento da pressão nas veias hemorroidárias ou fraqueza nos tecidos da parede do ânus, responsáveis pela sustentação das mesmas.

Sintomas das hemorroidas

As hemorroidas podem ser sintomáticas ou não. Como já dito anteriormente, as internas tendem a ser menos sintomáticas. O único sinal indicativo da sua existência pode ser a presença de sangue ao redor das fezes ao evacuar.

O sangramento das hemorroidas se apresenta tipicamente como uma pequena quantidade de sangue vivo que fica ao redor das fezes. Às vezes, o paciente pode notar pingos de sangue no vaso após o término da evacuação. É comum também haver sangue no papel higiênico após a limpeza.

As hemorroidas internas podem causar dor se surgir uma trombose ou quando o esforço crônico para evacuar causa o prolapso da hemorroida para fora no canal anal. As hemorroidas internas grau III e IV podem estar associadas à incontinência fecal e à presença de um corrimento mucoso, que provoca irritação e comichão anal.

As hemorroidas externas são por via de regra sintomáticas. Estão associadas a sangramentos e dor ao evacuar e ao sentar. Em casos de trombose da hemorroida, a dor pode ser intensa. O prurido é outro sintoma comum. As hemorroidas externas são sempre visíveis e palpáveis.

Apesar de ser uma causa comum de hemorragia retal, é importante nunca assumir que o sangramento é devido às hemorroidas sem antes consultar um médico. Várias doenças, como fissura anal, câncer do reto, doença diverticular e infecções também podem se manifestar com sangue nas fezes. Além disso, nada impede que o paciente tenha hemorroidas e outra doença que também curse com sangramento anal, como um câncer, por exemplo. Portanto, todo sangramento anal deve ser avaliado por um médico, de preferência proctologista.

O sangramento das hemorroidas costuma ser de pequena quantidade, mas, ser for frequente, pode até levar à anemia.

Hemorroidas podem virar câncer?

NÃO! HEMORROIDAS NÃO VIRAM CÂNCER! Entretanto, os sintomas podem ser parecidos com os tumores intestinais, principalmente nos cânceres do reto e ânus. Por isso, é importante estabelecer o diagnóstico diferencial, especialmente em maiores de 50 anos. Reforçando a recomendação: todo sangramento anal deve ser avaliado por um médico.

Diagnóstico das hemorroidas

Nas hemorroidas externas o exame físico é suficiente para o diagnóstico. Nas internas é preciso realizar o toque retal e, caso haja dúvida, a anuscopia (uma mini endoscopia onde se visualiza o reto por vídeo).

Em doentes idosos com sangramento pelo reto, mesmo que se identifiquem hemorroidas, é conveniente realizar a colonoscopia para se descartar outras causas. Como as hemorroidas são muito comuns nesta faixa etária, nada impede que o paciente tenha uma segunda causa para o sangramento, como um câncer do intestino ou um divertículo.

Tratamento das hemorroidas - Remédios para hemorroidas

Durante as crises, os banhos de assento com água morna podem trazer alívio para os sintomas agudos. Nas grávidas sugerimos compressas úmidas mornas. Deve-se também evitar limpar o ânus com papel higiênico, dando preferência ao bidê ou a jatos de aguá morna.

Nas pessoas com constipação intestinal, laxantes então indicados para diminuir a necessidade de fazer força ao evacuar.

Pomadas e cremes para hemorroidas, como o Proctyl ou Xyloproct, podem ser usados temporariamente, já que servem de lubrificante para a passagem das fezes e contém anestésicos em sua fórmula. O alívio é apenas temporário e não se deve usar esses cremes sem orientação médica. Supositórios com corticoides são outra opção quando há muita dor ou comichão, porém, é um tratamento que não deve ser usado por mais de uma semana devido aos seus possíveis efeitos colaterais. Medicamentos em comprimidos, como o Varicell, não apresentam eficácia comprovada.

Um dieta rica em fibra diminui a incidência de sangramentos e pode aliviar também a coceira.

Apesar de evitar alimentos picantes ser um dica muito famosa, não há provas de que a pimenta piore os sintomas. Isto deve ser avaliado individualmente.

Nas pequenas hemorroidas externas com trombos, o tratamento pode ser feito no consultório médico com uma pequena incisão, com anestesia local, para retirada dos coágulos. Isto é suficiente para o alívio dos sintomas.

Escleroterapia

Em casos mais graves, pode ser necessária a laqueação elástica. Uma borracha é introduzida na base das hemorroidas, causando estrangulamento e necrose das mesmas. Depois de alguns dias, a hemorroida "cai", saindo sozinha pelo ânus junto com o elástico. É uma técnica que pode ser feita no próprio consultório do proctologista. Costuma ser indolor e muitas vezes não se usa nem anestesia.

Outra opção é a escleroterapia. Consiste na injeção de uma solução química que causa necrose das hemorroidas. Uma terceira opção é a coagulação à Laser. Das três técnicas, a ligadura elástica é a que apresenta melhores resultados.

Se as técnicas pouco invasivas não surtirem efeito, ou se a hemorroida for muito grande, o tratamento deve ser feito com cirurgia tradicional, chamada de hemorroidectomia.


Uma nova opção de tratamento para hemorroidas é a desarterialização hemorroidária transanal guiada por Doppler (THD), uma técnica criada em 1995 e aperfeiçoada ao longo dos últimos anos. A técnica consiste na introdução de um pequeno aparelho de doppler (ultra-som) no ânus para identificação das artérias hemorroidarias; através de uma pequena agulha essas artérias são suturadas de modo a reduzir o fluxo de sangue que chega nas regiões onde existem as hemorroidas. Chegando menos sangue, a pressão dentro das hemorroidas diminui, fazendo com elas "sequem".

A técnica THD não tem cortes e o risco de sangramento é muito baixo. O pós-operatório é menos doloroso que nas técnicas com cortes e há baixo índice de recidivas das hemorroidas. O tempo de recuperação é mais curto e o paciente consegue voltar às atividades normais em 48h. O procedimento é feito com anestesia local e uma leve sedação.

O THD é uma técnica relativamente nova e ainda não há trabalhos que comparem sua eficácia a longo prazo com as técnicas mais antigas, porém, a tendência é que se transforme no método de eleição no tratamento das hemorroidas.

Fonte: MD. Saúde

Autor do artigo

Dr. Pedro Pinheiro - Médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2002. Diploma reconhecido pela Universidade do Porto, Portugal. Título de especialista em Medicina Interna pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2005. Título de Nefrologista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em 2007. Título de Nefrologista pelo Colégio Português de Nefrologia.

COQUELUCHE: Sintomas, tratamentos e vacina

A coqueluche, também conhecida como pertússis ou tosse convulsa, é uma infecção altamente contagiosa do trato respiratório causada pela bactéria Bordetella pertussis. A coqueluche, uma doença atualmente prevenível por vacina, cursa com violentas crises de tosse dolorosa. Neste texto vamos abordar a transmissão, sintomas, tratamento e prevenção desta infecção

Epidemiologia da coqueluche

Até a primeira metade do século XX a coqueluche era uma das principais causas de morte em crianças. Após o advento da vacina na década de 1940, a incidência despencou, principalmente nos países desenvolvidos, tornando-se uma doença pouco comum. No Brasil são registrados cerca de 1000 novos casos de coqueluche por ano. Apesar de incomum em boa parte do planeta, a coqueluche ainda atinge anualmente cerca de 40 milhões de pessoas no mundo, principalmente na África e no Sudeste Asiático.

Nas últimas 2 décadas a incidência de coqueluche tem aumentado em todo mundo, inclusive na Europa e EUA. As causas ainda não são conhecidas, mas acredita-se que seja por uma conjunção de fatores, como perda da eficácia da vacina em adultos vacinados há muito tempo, falhas na vacinação da população infantil (são necessárias pelo menos 3 doses da vacina para uma imunização efetiva) e uma maior capacidade da medicina em diagnosticar a doença.

A despeito da vacinação, a cada 2 a 5 anos ocorrem surtos localizados de coqueluche em praticamente todos os países (não necessariamente ao mesmo tempo). Este dado nos indica que a vacinação é eficaz em prevenir a doença, mas não elimina a circulação da bactéria no meio. Sempre que há acúmulo de indivíduos susceptíveis, seja por falta de vacinação ou por perda de eficácia da mesma com o tempo, a coqueluche reaparece pontualmente.

Transmissão da coqueluche

O ser humano é o único animal que abriga a bactéria Bordetella pertussis. A coqueluche é uma doença altamente contagiosa, sendo a transmissão feita através de aerossóis e gotículas das vias aéreas lançadas ao ambiente, principalmente durante a tosse. Após um episódio de tosse a bactéria é lançada ao ar e pode infectar pessoas em um raio maior do 1,5 metros de distância. A transmissão pelas mãos é uma importante via de propagação da doença.

Assim com em qualquer caso de infecção contagiosa das vias respiratórias, a transmissão de vírus e bactérias é feita por aerossóis expelidos durante a fala, espirros e tosse. Entretanto, a principal via de transmissão costuma ser as mãos, que são frequentemente levadas à boca e ao nariz do indivíduo enfermo, entrando em contato com secreções contaminadas, tornando-se assim um importante reservatório de germes. Para diminuir o risco de contaminação evite contato próximo e prolongado com pessoas infectadas com infecções respiratórias e lave as mãos com frequência, pois mesmos objetos manuseados por indivíduos doentes podem transmitir germes. Uma vez que haja bactérias ou vírus na sua mão, basta coçar o nariz ou encostá-la na boca para se contaminar.

Sintomas da coqueluche

Após a exposição à bactéria Bordetella pertussis, o tempo médio de incubação é de 7 a 10 dias. Quando surgem os sintomas, a doença pode ser dividida em 3 estágios:

1. Estágio catarral

O estágio catarral é a primeira fase da coqueluche e dura de 1 a 2 semanas. O sintomas são semelhantes ao de uma virose respiratória comum, com febre baixa, rinite, mal estar, conjuntivite, espirros e tosse. Esta é a fase onde a doença encontra-se mais contagiosa.

2. Estágio paroxistico

Ao final do estágio catarral, a tosse que era fraca vai se tornado frequente e cada vez mais forte. Os ataques de tosses tornam-se violentos e podem durar mais de um minuto. O paciente durante as crises tem dificuldade para respirar e costuma fazer um som agudo, tipo um silvo ou "guincho", quando inspira contra as vias aéreas comprimidas pela tosse. Os ataques de tosse podem ser tão intensos que causam vômitos e exaustão. As crises são mais comuns à noite e o paciente pode ter mais de 20 episódios ao longo das 24h. As crises de tosse duram até 6 semanas, sendo mais intensas nas duas primeiras.

3. Estágio de convalescença

Após 6 semanas de estágio paroxístico, a tosse começa a aliviar, permanecendo por ainda quase 1 mês, mas já sem os paroxismos. Todavia, as crises podem voltar caso o paciente nesta fase tenha o azar de apresentar outra infecção das vias aéreas, como uma gripe, por exemplo.

Adultos podem ter coqueluche se não tiverem sido vacinados corretamente ou se a vacina tiver perdido eficácia ao longo dos anos. Neste grupo a coqueluche pode não apresentar os sintomas e estágios típicos descritos acima, principalmente se o paciente já tiver sido vacinado. O sintoma mais comuns de coqueluche no adulto são as intensas crises de tosse, que podem levar a vômitos e duram até 3 meses.

Complicações da coqueluche

As principais complicações da coqueluche ocorrem em crianças, principalmente nas menores de 6 meses. Os problemas são geralmente secundários às violentas crises de tosses e incluem:

- Pneumotórax
- Distensão muscular
- Crises convulsivas
- Hernias abdominais
- Fratura de costela
- Pneumonia
- Lesões nos ouvidos
- Lesões nos olhos

A maioria dos casos de mortes por coqueluche ocorrem em crianças menores que 6 meses, exatamente o grupo que ainda não completou a série de 5 vacinas. A taxa de mortalidade encontra-se em 1% dos casos. Quanto mais nova a criança, maior o risco.

Tratamento da coqueluche

Quando a coqueluche ocorre em crianças com até 1 ano de idade, geralmente é necessário internamento hospitalar para ajudar na hidratação e alimentação. Antitussígenos não funcionam e atualmente seu uso é desencorajado. Antibióticos contra Bordetella pertussis, se inciados precocemente, diminuem o tempo de doença e a taxa de transmissão. Após 5 dias de antibióticos, o paciente deixa de ser transmissor da bactéria.

A profilaxia com antibióticos é indicada para todos familiares ou pessoas que tiveram contato próximo com o paciente nos 21 dias que antecederam o início dos sintomas, não importando a idade ou o estado vacinal dos mesmos.

Vacina para coqueluche

O atual esquema de vacinação do ministério da Saúde no Brasil indica um total de 5 doses da vacina tríplice DTP contra difteria, tétano e pertússis (coqueluche) a serem dadas nos 2º, 4º e 6º meses, com doses de reforço no 15º mês e aos 4 anos de idade. Com o aumento da incidência de coqueluche entre adolescentes e adultos, alguns médicos estão indicando uma nova dose de reforço aos 11 anos de idade.

A vacina reduz muito a chance de contaminação, mas como qualquer vacina, não é 100% efetiva, principalmente se a última dose foi administrada há muitos anos.

Autor do artigo

Dr. Pedro Pinheiro - Médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2002. Diploma reconhecido pela Universidade do Porto, Portugal. Título de especialista em Medicina Interna pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2005. Título de Nefrologista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em 2007. Título de Nefrologista pelo Colégio Português de Nefrologia.

Cid Gomes nomeia profissionais de nível superior aprovados em concurso

O governador Cid Gomes assinou na tarde desta sexta-feira, 23 de dezembro, ato coletivo de nomeação de 420 profissionais de nível superior aprovados no concurso da Secretaria da Saúde do Estado realizado em 2006. Com o ato, publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira, o Governo do Estado conclui a chamada dos aprovados no concurso da Sesa, que ofereceu 4.273 vagas.

Todos os profissionais de nível médio, no total de 2.027 concursados, e os médicos, 1.164 concursados, já foram nomeados e estão trabalhando em hospitais e unidades da rede estadual. Dos 1.082 concursados de diferentes categorias profissionais de nível superior, 600 enfermeiros já haviam sido nomeados e já trabalham na rede de assistência da Sesa. Faltavam ser chamados os fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas, odontólogos, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos, veterinários, nutricionistas, assistentes sociais e biólogos agora nomeados. Desses profissionais, 62 não atenderam à convocação da Sesa para apresentação de documentação.

Após a publicação da nomeação no Diário Oficial do Estado, os concursados deverão se apresentar na Sesa, que fica na Avenida Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema, no horário das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas, no prazo de 30 dias.

SESA - CE

Hospital Regional do Cariri fez 64,1 mil atendimentos e mais de mil cirurgias

A mudança do perfil do acesso à assistência à saúde que o Governo do Estado está promovendo no Ceará já apresenta números expressivos na região do Cariri. Em pouco mais de seis meses de funcionamento, o Hospital Regional do Cariri (HRC) contabiliza até o dia 26 de dezembro deste ano 15.363 atendimentos de emergência, 1.337 internações e 47.419 procedimentos de apoio diagnóstico e terapêutico. O HRC é o primeiro hospital público da rede de assistência da Secretaria da Saúde do Estado construído no interior. Inaugurado em abril deste ano em Juazeiro do Norte, o HRC é um hospital de grande porte, com 284 leitos, e cobertura da população de 1,5 milhão de habitantes dos 44 municípios da macrorregião de saúde do Cariri e os municípios das microrregiões de saúde de Iguatu e Icó.

A primeira internação no HRC aconteceu no dia 20 de junho. Francisco Jucelino Sampaio, de 46 anos, foi o primeiro paciente internado, com diagnóstico de ascite, barriga d'água provocada por graves distúrbios hepáticos. Ele é morador de Abaiara, município do Cariri que fica a apenas 46 quilômetros de Juazeiro do Norte. Até esta segunda-feira, 26, o HRC realizou 619 internações na área de clínica médica, 141 de traumato-ortopedia, 501 internações cirúrgicas e 6 de UTI. Já no dia 27 de julho, quatro moradores de Juazeiro do Norte foram os primeiros pacientes a se submeter a cirurgias no HRC. Até o início de dezembro, o hospital havia realizado, até o dia 11, 1.085 cirurgias.

No dia 23 de agosto entrou em funcionamento no HRC a maior emergência pública do interior do Ceará, com 51 leitos para tratar casos de alta complexidade de pacientes dos 44 municípios da macrorregião de saúde do Cariri. O atendimento na emergência obedece o Protocolo Manchester de Classificação de Risco, com a triagem dos pacientes feita com base no nível de gravidade. Os que apresentam situação mais grave recebem no acolhimento da emergência uma pulseira vermelha e são atendidos de imediato. Pulseiras laranjas são colocadas no braço dos pacientes que terão atendimento em até 10 minutos. A cor amarela é adotada para os que podem receber assistência em até 60 minutos, a cor verde entre pacientes menos graves e serão atendidos em até 120 minutos e a cor azul em até 4 horas. Em quatro meses, 276 pacientes receberam pulseiras vermelhas, 4.806 pulseiras laranjas, 6.184 verdes e 559 azuis.

Do total de 47.419 procedimentos, o Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SAFT) realizou, desde o início do funcionamento do HRC, 34.483 exames laboratoriais, 6.538 exames de Raio X, 2.098 ultrassonografias e 1.720 tomografias computadorizadas. Antes do HRC, na rede pública, ressonância magnética era realizada apenas no Hospital Geral de Fortaleza (HGF).

SESA - CE

sábado, 24 de dezembro de 2011

Os benefícios dos alimentos das ceias de final de ano

Cereja: A fruta contém baixo teor de calorias, e ainda é ótima fonte de fibras e vitaminas, especialmente A e C, de acordo com Roberta Soriano. É considerada um ótimo antioxidante e, portanto, ajuda a retardar o envelhecimento.

Romã: Outra fruta com poder antioxidante, auxilia na diminuição do colesterol LDL, fortalece o sistema imunológico e tem ação anti-inflamatória, diz a nutricionista Roberta Soriano. Mas para surtir algum efeito não adianta comer só as sete sementinhas recomendadas pela superstição, diz a nutróloga Sandra Fernandes.

Uvas: Possuem grande quantidade de resveratrol, poderoso antioxidante que previne o envelhecimento e o surgimento de outras doenças, além de diminuir o colesterol ruim (LDL) e evitar o entupimento das artérias, informa a nutricionista Roberta Soriano.

Bananas secas e uvas passas: Ricas em potássio, ajudam a prevenir caibras e melhoram todas as contrações musculares, até as do coração, mas devem ser evitadas por quem tem problemas renais, informa a nutróloga Sandra Fernandes. "Na fruta seca o potássio se encontra mais concentrado", diz. Marcelo Justo/Folhapress

Vinho tinto: O consumo moderado tem efeito cardioprotetor devido à grande quantidade de flavonoides e resveratrol, poderoso antioxidante que aumenta os níveis do colesterol HDL e reduz os níveis de pressão arterial. O recomendado, segundo a nutróloga Sandra Fernandes, é uma taça para mulheres e duas para os homens.

Peru: Excelente opção de prato principal, por ser fonte de proteína e ferro com reduzido teor de gordura saturada e colesterol, informa a nutricionista Roberta Soriano. Segundo a nutróloga Sandra Lucia Fernandes, da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), pode-se consumir até 200 g (cerca de quatro fatias generosas) sem problemas. "Mais do que isso, mesmo sendo uma carne magra", é exagero.

Uol Saúde

ALIMENTAÇÃO CORRETA, CORAÇÃO SAUDÁVEL

Comer alimentos saborosos e, ao mesmo tempo, garantir a saúde cardiovascular é mais simples do que você imagina. Basta ficar de olho na dieta, evitando os ingredientes que aumentam o nível de colesterol no sangue.

Entenda o colesterol

Presente em todas as células do organismo, o colesterol pode ser: HDL (conhecido como “colesterol bom”) ou LDL (o chamado “colesterol ruim”). “Enquanto o colesterol ruim se deposita nas artérias, o bom contribui para a prevenção de doenças”, explica a coordenadora de nutrição da Unilever, Maria Carla Leone. De acordo com a nutricionista, uma alimentação equilibrada, associada a hábitos de vida saudáveis, auxilia no controle das taxas de gordura no sangue e no bom funcionamento do coração.

Nem toda gordura faz mal

Conhecer os tipos de gordura presentes nos alimentos ajuda a fazer as melhores escolhas. As gorduras saturadas e trans, chamadas de “ruins”, encontradas em alguns salgadinhos, pratos prontos e produtos panificados, podem elevar os níveis de colesterol. Em contrapartida, as insaturadas, conhecidas como “boas”, trazem benefícios à saúde. Elas estão presentes em diversos alimentos, por exemplo, nos cremes vegetais, nos óleos de plantas, como o de girassol, em peixes de água fria, na maionese industrializada e em boa parte das oleaginosas, como amendoim, nozes e azeite.

Para manter a saúde do coração

— “Substitua a manteiga ou o requeijão por creme vegetal”, aconselha Maria Carla.

— Acrescente ao seu cardápio o consumo de peixes como salmão, sardinha e atum.

— Consuma castanhas diariamente.

— Dê preferência aos laticínios desnatados e ao frango sem pele.

— Inclua na sua alimentação os produtos da linha Becel. Tanto os cremes vegetais quanto o iogurte Becel Pro-Activ contêm os nutrientes que auxiliam na manutenção da saúde cardiovascular, sendo, portanto, ideais para quem se preocupa em manter uma alimentação balanceada e, ao mesmo tempo, saborosa.

Portal Vital

DENTES BEM LIMPINHOS

Para que a criança se conscientize sobre a importância da saúde bucal, é fundamental que os pais a orientem desde cedo

Ensinar bons hábitos de higiene bucal é uma das melhores lições de saúde que você pode transmitir ao seu filho. “O ideal é estimular uma rotina saudável, incentivando-o a escovar os dentes - no mínimo três vezes ao dia - e a usar fio dental diariamente”, orienta o dentista Flávio Luposeli.

Até que complete 6 anos, os pais devem escovar os dentes da criança, pois, nessa fase, ela ainda não tem coordenação para realizar a higiene corretamente. “A partir daí, deixe que escove sozinha, mas a ajude sempre que necessário”, diz Flávio. Para que a limpeza seja eficiente, e o pequeno encontre prazer na tarefa, siga as dicas:

- Explique o passo a passo para seu filho: escove primeiro as superfícies internas dos dentes; em seguida, as áreas voltadas para a bochecha; e, por fim, limpe as faces superiores, usadas para a mastigação. “As cerdas da escova devem estar em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva, e o movimento precisa ser suave, para frente e para trás”, afirma o dentista.

- Ensine-o a usar o fio dental uma vez ao dia. O pequeno pode, a partir dos 4 anos, contar com a ajuda dos pais, porém, ao completar 8, já deve usá-lo sozinho.

- Escolha uma escova macia, com o desenho de seu personagem preferido.

- “Coloque uma pequena quantidade de creme dental e não deixe que seu filho engula o produto”, alerta Flávio. Experimente o gel Close Up, que tem diversos sabores, proporciona uma sensação refrescante por mais tempo, oferece máxima proteção anticáries e deixa os dentes brancos e fortes. Ele vai adorar!

- Reforce a rotina da escovação: quando a criança acabar de comer, encaminhe-a para a pia do banheiro.

- Sempre que possível, faça da escovação uma atividade em família, pois os pequenos adoram imitar os pais.

- Depois da escovação, dê parabéns e diga que a sua boca está limpa, cheirosa e refrescante, pois todos os bichinhos foram embora.

Portal Vital

Hemoce chega aos 40 transplantes de medula óssea

A equipe do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) e do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) realizaram na quinta-feira, 22 de dezembro, o 40º transplante autólogo de medula óssea, aquele em que o paciente recebe células sadias da própria medula. Para a realização do procedimento, descongelam as células sadias da medula que foram armazenadas e injetam na paciente, como se fosse uma transfusão de sangue.

O paciente beneficiado pelo procedimento tem 56 anos e sofria de mieloma múltiplo, um tipo de câncer que se desenvolve na medula óssea por conta do crescimento descontrolado de células plasmáticas, que fazem parte do sistema imunológico do corpo e são liberadas para a corrente sanguínea. Elas constituem uma porção muito pequena das células da medula óssea (menos de 5%). Os portadores de mieloma múltiplo podem apresentar um aumento que varia de 10% a 90%.

O primeiro transplante autólogo do Sistema Único de Saúde no Ceará aconteceu no dia 26 de setembro de 2008 e a maioria dos pacientes já retornou às suas atividades normais, tendo alcançado a cura para o câncer através do procedimento. O resultado incentiva ainda mais a continuidade deste trabalho, que tem ajudado a salvar vidas. Somente este ano, foram realizados 19 transplantes autólogos.

A medula óssea é um líquido que fica armazenado dentro de alguns ossos do nosso corpo e que tem como função produzir as células do sangue. Quando um paciente tem algum tipo de doença no sangue (leucemias, linfomas, alguns tipos de anemias e outras doenças congênitas) e precisa de um transplante de medula, ele pode se submeter a dois tipos de transplante: o autólogo, quando recebe células sadias retiradas da própria medula; ou o homólogo, quando precisa receber células da medula de outra pessoa. Para isso, ele pode recorrer à compatibilidade entre familiares, especialmente irmãos; à rede de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário, a BrasilCord; e também ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Hoje, o Ceará reúne mais de 102 mil doadores cadastrados no Redome.

O cadastro de doadores de medula óssea é uma listagem feita em todos os hemocentros do país e reúne as pessoas dispostas a doar. Atualmente o Ceará tem mais de 102 mil pessoas cadastrados no Redome. Para participar, basta estar saudável, ter entre 18 e 55 anos e apresentar documento de identificação com foto, como carteira de identidade, de motorista ou de trabalho. O candidato preenche uma ficha com seus dados pessoais e colhe uma amostra de 10ml de sangue.

As informações armazenadas no Redome são pesquisadas na necessidade de um transplante. Os dados do paciente que precisa receber a medula são cruzados com os dos doadores que estão no Redome, para tentar identificar compatibilidade entre eles. A chance de encontrar uma medula compatível é de apenas 1 em 100 mil. Por isso, quanto mais doadores cadastrados no registro, mais chances essas pessoas têm de sobreviver.

Mais informações
Assessoria de comunicação da Sesa
Selma Oliveira / Marcus Sá (3101.5220/5221)
Assessora de Comunicação do Hemoce
Suzana Mont´Alverne (3101.2308 / 8897.2204 / 9663.2344)

Rosneide e Narcélio: duas vidas salvas com transplantes

Para o secretário da saúde, Arruda Bastos, a superação pela primeira vez na história do Ceará da marca de 1.000 transplantes, chegando aos 1.207, “é uma conquista que deve ser compartilhada com a população, que cada vez se mobiliza para a doação, com as equipes transplantadoras, comprometidas com transplantes de qualidade e ainda com a imprensa, que não se cansa de informar sobre a importância da doação de órgãos”. Ele comenta que “mesmo com todos os investimentos na estrutura de captação e de transplantes se não fossem o compromisso e qualidade das equipes transplantadoras o Ceará não havia chegado ao novo recorde de transplantados”.

Rosneide Viana e Narcélio Canito sabem muito bem o que significa o recorde de 1.207 transplantes de órgãos do Ceará neste ano, até a quinta-feira, 22 de dezembro. Eles são histórias vivas desse número que coloca o Ceará entre os Estados que mais realizam transplantes de órgãos. Ela recebeu um novo coração em janeiro deste ano, ficou livre da doença de chagas e passou a viver com saúde. Rosneide está entre os 23 transplantes de coração feitos este ano no Estado, que superou os 16 feitos no ano passado. Já Narcélio Canito vive desde abril com um fígado transplantado. Até já voltou ao trabalho na Cavalaria da Polícia Militar.

Ele divide com outros 153 transplantados de fígado deste ano a satisfação de ter a vida renovada através da solidariedade de famílias doadoras. O total de transplante de fígado de 2011 também ultrapassa os 113 feitos em 2010. Para realizar mais transplantes, salvando vidas, o Ceará faz captação de fígado em outros Estados, até em outras regiões do país. Dos fígados transplantados 9 foram captados no Rio Grande do Norte (4), Pará (1), Bahia (1), Pernambuco (1), Brasília (1) e Sergipe (1). A captação de órgãos fora do Estado ocorre através do serviço de aeronave implantado com apoio da Casa Civil. A aeronave é acionada pela Central de Transplantes do Estado a qualquer hora e dia, dependendo exclusivamente da disponibilidade de órgãos doados, diferente dos horários de voos comerciais. Tempo é fundamental para o sucesso do transplante. No caso de fígado o ideal é ser transplantado em até 12 horas.

A captação, via aeronave, também é garantida em nível estadual. Do total de 249 transplantes de rins feitos este ano no Ceará, 39 foram captados em Sobral, norte do Estado, e em Barbalha, no Cariri. Lá, além de rins são captados fígados e córneas. Em relação a córnea, este tecido responde por mais da metade de todos os 1207 transplantes realizados este ano no Estado. Foram 733 transplantes de córneas em 2011.

SESA - CE

Programa Melhor em Casa já está presente em seis estados

A iniciativa que leva tratamento coberto pelo SUS para a residência do paciente conta com 152 equipes multiprofissionais habilitada em dois meses depois do lançamento

O programa Melhor em Casa já habilitou 152 equipes que prestam atendimento domiciliar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Após dois meses do lançamento, o programa que veio ampliar esse tipo de assistência já está presente em seis estados, beneficiando a população de 16 municípios. Ao todo, são 95 Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) e 37 Equipes Multiprofissionais de apoio (EMAP). Neste total, estão incluídas também as 20 equipes federais do Instituto Nacional do Câncer (INCA), do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e do Grupo Hospitalar Conceição (GHC).

“Com esse programa, os pacientes recebem tratamento no melhor local que podem ser tratados, ou seja, em casa, junto com a família, envolvendo todos para a recuperação da saúde”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “As pessoas devem ser atendidos de forma integral e é esse nosso objetivo com a construção de redes de atendimento”, destacou. O Ministério da Saúde investirá, por mês, R$ 34,5 mil por equipe principal e R$ 6 mil por equipe de apoio, como incentivo de custeio. Até 2014, o investimento total é de R$ 1 bilhão, para implantação de mil equipes de Atenção Domiciliar e outras 400 equipes de apoio.

A meta para o próximo ano é chegar a 250 equipes credenciadas. “Os apoiadores técnicos da atenção domiciliar estão intensificando a mobilização junto aos gestores estaduais e municipais para que possamos ultrapassar a meta de 2012. Para que isso aconteça, vamos publicar os cadernos de atenção domiciliar e ofertar cursos de educação a distância, em parceria com a Universidade Aberta do SUS (UNASUS)”, enfatiza o coordenador do Programa Melhor em Casa, Aristides de Oliveira.

O coordenador destaca ainda que uma das prioridades é favorecer a troca de experiências entre gestores e equipes, por isso serão implementadas Comunidades de Práticas do Melhor em Casa, uma plataforma online de discussão e troca de experiências.

ATENDIMENTO - Pessoas com necessidade de reabilitação motora, idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou em situação pós-cirúrgica e com possibilidade de desospitalização, por exemplo, são atendidas por equipes multidisciplinares durante toda a semana (de segunda a sexta-feira), 12 horas por dia e, em regime de plantão, nos finais de semana e feriados.

As equipes são formadas prioritariamente por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e fisioterapeuta ou assistente social. Outros profissionais como fonoaudiólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional, odontólogo, psicólogo e farmacêutico, além de fisioterapeuta e assistente social poderão compor as equipes de apoio. Cada equipe poderá atender, em média, 60 pacientes, simultaneamente.

O programa Melhor em Casa também ajuda a reduzir as filas nos hospitais de emergência, já que a assistência, quando há a indicação médica, passa a ser feita na própria residência do paciente, desde que haja o consentimento da família. Até 2014, serão implantadas em todas as regiões do país.

Ministério da Saúde

UM FELIZ NATAL A TODOS!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Governo Federal oferece incentivos para levar médicos e profissionais de saúde para mais perto da população.

A campanha tem o objetivo de incentivar médicos e profissionais de saúde a atuarem onde a população mais precisa, valorizando aqueles que trabalham nos bairros carentes das grandes cidades ou nas cidades do interior. Por isso, além de mostrar os incentivos proporcionados pelo Governo Federal, ela destaca também as vantagens de uma vida mais tranquila, com pacientes felizes pela presença desses profissionais.

Diante disso, por meio de filmes na TV, anúncios em revistas e jornais, redes sociais, hotsite e rádio, o Ministério da Saúde reforça as medidas do Governo Federal de levar os profissionais de saúde para mais perto de você e da sua cidade. E os incentiva a cumprirem o seu papel social de ajudar as pessoas, por vocação, onde quer que elas estejam.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Governo divulga resultado da seleção para o CEO de Quixadá e região

A Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE) divulga o resultado final do Processo Seletivo Público Simplificado dos Consórcios Públicos de Saúde das Microrregiões de Aracati, Camocim, Canindé, Caucaia, Icó, Iguatu, Limoeiro do Norte, Quixadá e São Gonçalo do Amarante para preenchimento de vagas para os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs).

Abaixo segue a lista dos aprovados na microrregião de Quixadá.


AUXILIAR DE PRÓTESE DENTÁRIA

Cicera Liliane Carneiro De Sousa

Jorge Fernando Frutuoso Dos Santos

Anna Cristina Almeida Lima

Cristiele De Almeida Souza

Antonia Raianna De Oliveira Soares Rocha

Arminda Maria Pinheiro De Melo

Edina Carla Lourenco Da Silva

Humberto Oliveira De Sousa Júnior

Allan Jones Da Rocha Silva

Maria Da Conceicao Anastacio Pimentel

Aila Farias De Freitas

Jessika Maria Rodrigues Cirino

Paulo Gustavo Almeida Da Silva

Roselinda Pereira De Pinho

AUXILIAR EM SAÚDE BUCAL

Francisca Laene Dos Santos Monteiro

Karlouva Leite Pianco

Niurelys Samara Moreira Da Silva

Francisca Enedina Da Silva

Maria Regilandia De Oliveira Barros

Joseane Rocha Andrade

Luziane De Souza Queiroz

Maria Amelia Matias De Oliveira

CIRURGIÃO DENTISTA (ENDODONTISTA)

Anne Cristiane Parente Pimentel

Pamella Cristiny Bezerra Montesuma

Antonio Clebio De Queiroz Junior

Erica Nobre Lima

Anne Medeiros Barreto Da Silva

Francisco Roncalli Aragao Gomes

Gadilha Marcia Nogueira Silva

Tamara Tafenes Fernandes Filgueiras

CIRURGIÃO DENTISTA (ORTODONTISTA)

Saskia Gomes De Lima

Ticiana Carneiro Torres

Romulo De Freitas Dias Costa

Antonio Marlos Correia Couto

Larissa Maria Maia Ricarte

Marcelo Costa Correia

Rafael Reis Jacome De Oliveira

Jose Tiburcio Neto

Criseven Barbosa De Oliveira

Irla Morais Amarante

CIRURGIÃO DENTISTA (PACIENTES ESPECIAIS)

Juscelino De Freitas Jardim

Osvaldo De Brito Santiago Junior

Aline Morais Fontes

Francisco Elton Jonh Fernandes Rafael

CIRURGIÃO DENTISTA (PERIODONTISTA)

Ivana Ferreira Gomes Rodrigues

Izabel De Lourdes De Albuquerque Cabral De Holanda

Gilvan Teixeira Mauricio

Jordania Bezerra De Lima

CIRURGIÃO DENTISTA (PROTESISTA)

Patricia Dantas Mota

Erika Matias Pinto Dinelly

Antonia Elayne Marques De Souza

Lewton Almeida Fernandes

Weyber Holanda De Holanda

Fernando Freire De Holanda Neto

Thiago Silva Borges

Allan Michel Bezerra De Souza

Marcelo Gomes Barreira

Marconi Seabra Neto

CIRURGIÃO DENTISTA (TRAUMATO-BUCO-MAXILO-FACIAL)

Diego Felipe Silveira Esses

Charles Pierry Nobre Ferreira

Humberto Sousa Junior

Pedro Henrique Goncalves Holanda Amorim

Chrisna Suyanne Fernandes Filgueiras

TÉCNICO EM PRÓTESE DENTÁRIA

Anderson Ronaldo Henrique De Holanda

Rilzimar Ferreira De Sousa

Farabuline Lopes Saraiva



TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL

Ana Celia Lemos E Silva

Karla Patricia Soares De Oliveira

Marianne Fernandes

Francisco Ernando Nogueira De Sousa

Maria Janusia De Souza Vasconcelos

Marta Maria Correia Couto

Maria Alice De Araujo Farias

Rocivalda Avelino Da Silva Sousa

Francimildo Damasceno Da Silva

Monólitos Post

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

SUS terá mais 3,6 mil leitos para atendimento a usuários de crack

Ministério da Saúde também vai financiar, até 2014, a criação de 7.780 vagas em unidades de acolhimento e de 216 novos consultórios na rua.

O Ministério da Saúde está ampliando em mais 3,6 mil leitos a rede de assistência aos usuários de crack e outras drogas no Sistema Único de Saúde (SUS). Até 2014, serão criados 2.462 novos leitos; outros 1.138 serão qualificados para se tornarem enfermarias especializadas em álcool e drogas. Essas unidades realizam internações de curta duração e oferecem atendimento multiprofissional aos dependentes químicos.

No âmbito do plano Crack, É Possível Vencer, o Ministério da Saúde também vai financiar a abertura de mais 7.780 vagas em unidades de acolhimento, que abrigarão os dependentes químicos por até seis meses para estabilização clínica e controle da abstinência.

Até 2014, serão investidos pelo Ministério da Saúde R$ 2 bilhões (ver valor por estado no fim do texto) paraa implantação e qualificação de novos serviços, que compõem a Rede Conte Com a Gente. “Temos que oferecer um novo projeto de vida ao dependente químico porque a relação com a droga tem relação com o lugar onde ele vive, com o espaço social, a sua condição na família. Isso exige serviços de saúde diferentes para necessidades diferentes”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Integram a rede de atenção a dependentes químicos os consultórios na rua, as enfermarias especializadas em álcool e drogas, as unidades de acolhimento adulto/infantil, os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas 24 horas (CAPSad) e as instituições da sociedade civil que fazem atendimento a dependentes químicos, que serão habilitadas a receberem recursos do SUS se cumprirem critérios de qualidade do atendimento. A rede está interligada também aos serviços da atenção básica e ao atendimento de urgência e emergência.

PLANO - As ações do plano de enfrentamento ao crack estão estruturadas em três eixos: cuidado, autoridade e prevenção. Os recursos serão liberados mediante adesão de estados e municípios. “O enfrentamento ao crack e outras drogas se dará por meio de um grande esforço para reorganizarmos a rede, que funcionará integrada, oferecendo acolhimento e qualidade no atendimento”, afirma Padilha.

REFORÇO - Os 3,6 mil leitos nas enfermarias especializadas em álcool e drogas serão usados para atendimentos e internações de curta duração durante crises de abstinência e em casos de intoxicações graves. São serviços que atenderão com equipe multiprofissional crianças, adolescentes e adultos. Para estimular a criação destes espaços, o valor da diária de internação crescerá 250% - de R$ 57 para até R$ 200. Ao todo, serão investidos R$ 670,6 milhões até 2014.

O atendimento será reforçado no SUS com a criação de unidades de acolhimento, que terão equipe profissional disponível 24 horas para cuidados contínuos. Essas unidades cuidarão em regime residencial por até seis meses, e realizam a estabilização do paciente e o controle da abstinência. Para o público adulto, serão criados 408 estabelecimentos (6.120 novas vagas), com investimentos de R$ 265,7 milhões até 2014. Já para o acolhimento infanto-juvenil, serão 166 pontos (1.660 novas vagas), exclusivos para o público de 10 a 18 anos de idade, com investimento de R$ 128,8 milhões.

OUTROS SERVIÇOS -Além da ampliação de leitos, nos locais em que há maior incidência de consumo de crack serão criados 308 Consultórios na rua, que farão atendimento volante. Hoje, há 92 unidades em funcionamento no país. Esses serviços contam com profissionais que fazem intervenções de saúde para população em situação de rua (crianças, adolescentes e adultos) em seu contexto, incluindo locais de uso público de drogas, as chamadas cracolândias.As equipes são compostas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. A ação, que terá recursos de R$ 152,4 milhões, atenderá municípios com mais de 100 mil habitantes.

Outra frente do plano é reforçar o atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (CAPSad), que passarão a funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana.Os CAPSad oferecem tratamento continuado a pessoas – e seus familiares – com problemas relacionados ao uso abusivo e/ou dependência de álcool, crack e outras drogas.Até 2014, serão 175 unidades em todo o país. Cada um dos centros terá oito leitos e oferecerá tratamento para até 400 pessoas por mês. Hoje, a rede de assistência no SUS conta com 1.700 CAPS. Nos últimos nove anos, a média mensal de atendimentos dos CAPS cresceu dez vezes, passando de 25 mil em 2003 para 250 mil em 2011.

Da Agência Saúde

Passo a Passo da Doação de Sangue

PARA SER DOADOR DE SANGUE É PRECISO:

- Estar bem de saúde.

- Apresentar um documento com foto, emitido por órgão oficial e válido em todo o território nacional.

- Ter entre 16 e 67 anos. Os candidatos à doação de sangue com idade de 16 e 17 anos, devem ter consentimento formal do responsável legal.

- Ter mais de 50kg.

- Estar bem alimentado.

- Não ter comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis.
Atenção!

Homens podem doar sangue a cada 2 meses, até 4 vezes por ano;

Mulheres podem doar sangue a cada 3 meses, até 3 vezes por ano.

DOAR SANGUE É SEGURO:

O HEMOCE zela pela saúde de seus doadores. A coleta é feita em ambiente limpo e todo o material utilizado é descartável, evitando qualquer possibilidade de contaminação. A coleta é feita por uma equipe especializada e com acompanhamento médico. Antes da doação é feita uma avaliação clínica com exame físico, verificação do peso e realização de teste para anemia.

A doação não traz danos para o doador, já que o sangue doado é rapidamente reposto pelo próprio organismo. A quantidade de sangue coletada é de aproximadamente 450ml, ou seja, menos de 10% do volume em circulação no corpo. Logo após a doação o organismo começa a trabalhar para compensar a quantidade retirada, em 24 horas o volume será o mesmo e outros fatores e células do sangue estarão em níveis anteriores à doação em alguns dias.
 
CARTA DE SERVIÇO
PROCESSO PARA DOAÇÃO DE SANGUE

1 – Identificação do Doador

Procure a recepção e apresente o seu documento de identificação (por determinação da Portaria nº 1353/2011, de 13 de junho de 2011, do Ministério da Saúde, todos os doadores de sangue devem apresentar um documento de identificação oficial com foto, para garantir a fidelidade das informações). Será entregue uma senha para viabilização de seu cadastro e solicitadas informações para contato, de forma a garantir a comunicação do Hemoce com o doador.

2 – Pré-Triagem

Após a realização de seu cadastro, serão realizados exames de verificação de pressão arterial, temperatura, dosagem de hemoglobina e verificação de peso. Todo material utilizado é descartável.

3 – Triagem Clínica

Antes de doar sangue, o candidato passa por uma entrevista individual sobre hábitos, doenças passadas e atuais e medicamentos em uso. Após esta pequena consulta, o profissional da triagem avalia se o candidato pode ou não fazer a doação de sangue com segurança. Seu objetivo é prevenir complicações para o doador e diminuir o risco de transmissão de doenças infecciosas pelo sangue. Por isso, é muito importante que todas as perguntas sejam respondidas com sinceridade e clareza.

4 – Voto de Auto-exclusão

O doador tem a oportunidade de confirmar ou não a veracidade das informações prestadas durante a triagem clínica com o voto de auto-exclusão. Esta etapa é totalmente sigilosa e garante a segurança na transfusão do sangue para o paciente .

5 – Lanche

Antes da coleta de sangue, o doador faz um lanche para melhorar os níveis de glicemia (açúcar) e hidratação, diminuindo os riscos de passar mal ou ter outros problemas durante a doação. Depois do lanche é preciso esperar pelo menos dez minutos para iniciar a coleta.

6 – Coleta de Sangue

Nesta etapa o doador é orientado a lavar os braços (local da punção) com água e sabão. A doação é feita através de punção com agulha em uma veia do braço, com material estéril, descartável e padronizado, o que permite a coleta do sangue no tempo e quantidade adequados, além de assegurar que não haverá contaminação do doador. O volume máximo de sangue colhido é de 450 ml em um tempo médio de 7 minutos.

Após a doação, o sangue será examinado nos laboratórios do Hemoce para tipagem sanguínea, eletroforese de hemoglobina e testes para hepatite B e C, sífilis, doença de chagas, HIV e HTLV I e II. Cerca de 45 dias após a doação o laudo com resultado dos exames estará disponível no Setor de Resultados de Exames, no Hemocentro onde foi feita a doação.

O comprovante de doação será enviado, via correio, para a residência do doador, após 40 dias da doação. Caso seja preciso algum esclarecimento nos exames realizados, será emitido uma convocação por carta para uma nova coleta de amostra de sangue

Hemoce

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ministério lança Campanha de Combate à Dengue

O objetivo é reforçar alerta sobre a importância da prevenção. Até o final do mês, foco será na adoção de hábitos diários para conter a proliferação do mosquito transmissor

O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (5) a Campanha Nacional de Combate à Dengue 2011/2012. Com o slogan “Sempre é hora de Combater a Dengue”, o objetivo da campanha é reforçar sensibilização da população sobre a importância da prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, mantendo hábitos simples como limpar calhas, caixas d’água e recolher o lixo.

Com formato educacional e informativo, a campanha será dirigida aos professores, agentes de saúde, gestores municipais, educadores, profissionais de saúde, crianças e a população em geral. As ações de comunicação do Ministério da Saúde são desenvolvidas com base em dois cenários: período não epidêmico e período epidêmico.

Até o fim de dezembro, durante o período não epidêmico, o foco é o incentivo para adoção de hábitos diários de prevenção, como manter garrafas vazias viradas para baixo, trocar a água das plantas aquáticas regularmente, entre outras ações capazes de reduzir os criadouros.

Para o período epidêmico, que vai de janeiro a maio, além de manter as medidas de prevenção para evitar a proliferação do mosquito transmissor, o foco da campanha enfatizará também a importância do reconhecimento dos sinais e sintomas da doença pela população. A campanha enfatiza a necessidade de acompanhamento por um profissional de saúde dos casos suspeitos de dengue e alertar sobre os riscos da auto medicação pela população.

O ministro Alexandre Padilha reforçou que as ações de combate a dengue devem se antecipar e atuar diretamente no controle dos criadouros do mosquito. “As ações de controle e combate à dengue devem se antecipar aos problemas. Isso se resume ao controle do foco do mosquito da dengue. Esse é o tema principal da campanha deste ano. Com a campanha, pretendemos alertar a população sobre a importância de manter hábitos simples de combate à doença”, explica.

A campanha nacional começa a ser veiculada ainda neste ano. Ao todo serão dois filmes de TV e três spots informativos sobre o seu lançamento nacional. As peças publicitárias incluem outdoors, folders, cartazes para transporte público, paradas de ônibus e outros.

“O slogan da campanha é uma maneira de alertar a população a adotar comportamentos cotidianos, como limpar os quintais, colocar areia nos vasos de plantas, fechar o lixo com saco plástico, entre outros. Essas ações fazem a diferença e devem ser repetidas durante todo o ano, não somente no verão”, reforça o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

Mobilizadores – A campanha tem um papel fundamental em incentivar a co-responsabilidade da sociedade no controle da doença. Os profissionais de saúde serão orientados sobre a importância de utilizar a classificação de risco para triagem dos pacientes. A medida tem o objetivo de identificar sinais e sintomas de gravidade da doença, possibilitando, dessa maneira, o tratamento precoce e adequado. Já os agentes de saúde serão informados sobre a importância das visitas domiciliares para orientar e alertar a população sobre como eliminar os criadouros do mosquito.

Educadores e crianças - A criança interfere nos hábitos e atitudes da casa, chamando a atenção dos responsáveis para eliminação dos focos do mosquito. O papel do educador está em trabalhar este tema na sala de aula.

Redes Sociais – Além da campanha, o Ministério da Saúde também está apresentando o Observatório da Dengue pelas redes sociais, ferramenta que permitirá o monitoramento de casos suspeitos de doença em todo o país. A metodologia está sendo desenvolvida pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INWEB), da Universidade Federal de Minas Gerais. O sistema faz o recolhimento de mensagens publicadas na rede social Twitter sobre dengue. As mensagens são filtradas e, aquelas relacionadas às queixas pessoais de suspeita de dengue, são monitoradas e avaliadas.

“Estamos utilizando mais uma ferramenta para vigilância da dengue no país. Agora temos o Observatório da Imprensa que antecede a notificação dos casos de dengue nos municípios. Por meio da rede social o ministério poderá verificar a notificação de casos de dengue feita pelos municípios, comparando os dados enviados pelas regiões com as mensagens de experiências pessoas com dengue feitas pelo twitter”, explica o ministro Alexandre Padilha.

As informações selecionadas serão enviadas à Secretaria de Vigilância em Saúde. A metodologia permite a comparação dos números de tweets captados na semana com o histórico de ocorrência dos períodos de epidemia e de baixa transmissão em cada município. Todo esse processo é feito em tempo real. Será gerado um relatório que irá mapear a suspeita dos casos de dengue nos municípios com mais de 100 mil habitantes. Com a nova tecnologia, o Ministério da Saúde terá a possibilidade de obter oportunamente informações sobre a ocorrência de possíveis surtos e assim alertar os estados e municípios.

“O observatório da dengue é uma nova metodologia que vem complementar o sistema de monitoramento da dengue no Brasil. Esse método vem sendo utilizado no mundo todo. Mas esta tecnologia não servirá para substituir o sistema de vigilância tradicional, mas ele é complementar”, disse Jarbas Barbosa.

Por Thaís Assunção, da Agência Saúde – Ascom/MS
61/3315-2577, 3580 e 2351

Exames descartam H1N1 em Quixadá e Acopiara

O único caso que foi notificado com suspeita da gripe A H1N1 em Quixeramobim foi descartado pelo Laboratório Central de Saúde Pública - Lacen, unidade da Secretaria da Saúde do Estado. Os exames confirmaram gripe comum. Em Acopiara, onde também havia um único caso notificado, outro descarte. O Lacen, além de descartar gripe A H1N1, conclui após examinar material coletado, que nem gripe comum o paciente apresentava. Já em Boa Viagem, de 24 notificados, foi confirmado 1 caso de H1N1 e 2 de gripe comum. Em Quixadá, houve confirmação laboratorial de 1 caso de gripe A e 1 caso de gripe comum.

Ainda neste final de semana, o Lacen confirmou três casos em Pedra Branca, município que notificou os primeiros casos do surto no último dia 23 de novembro, com o total passando de 14 para 17 casos de gripe A H1N1. O ritmo de crescimento do número de notificados se mantém em desaceleração em Pedra Branca. Enquanto no dia 26 de novembro foram notificados 193 novos casos e no dia 28 144 novos casos, a partir do dia 29, com o registro de 52 novos casos, o número cresce num ritmo menor. Na quinta-feira, 1º de dezembro, foram 54 novos casos notificados. No dia seguinte, o número de casos suspeitos também ficou em 54. No último sábado, 3, a notificação ficou em 48 casos, 44 no dia 4 e até o meio dia desta segunda-feira, 5, foram notificados 4 casos.

Total de casos

Até agora, desde o surgimento do surto, foram notificados 707 casos em Pedra Branca, com 17 confirmados no Lacen; 24 em Boa Viagem, com 1 confirmado; 3 em Quixadá, com 1 confirmado e 2 já descartados; 1 em Quixeramobim já descartado; e 1 em Acopiara também descartado pelo Lacen.

Os casos que surgiram até agora de gripe A H1N1 têm relação com o município de Pedra Branca, origem do surto. O tratamento de todos os casos notificados independe do resultado dos exames. Os pacientes suspeitos iniciam imediatamente o tratamento com tamiflu. A estratégia de tratar todos os pacientes com sintomas respiratórios da doença já com o tamiflu, mesmo sem a confirmação de exames laboratoriais, trouxe resultados positivos no Rio Grande do Sul, que viveu um surto de H1N1 e não registrou nenhum óbito. No Ceará, a essa estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde, também desde o início do surto em Pedra Branca, tem dado o retorno esperado, que é evitar agravamento de casos e óbitos. Até agora todos os casos foram leves e moderados.

A Secretaria da Saúde do Estado, como medida preventiva e para garantir estoque estratégico de assistência, já liberou caixas de tamiflu para todas as 21 regionais de saúde. De abril a maio deste ano, foram vacinadas no Ceará 1 milhão e 50 mil pessoas contra gripe. Em Pedra Branca foram vacinadas 6.590 pessoas. O público alvo era formado pelas crianças de seis meses a menores de dois anos, trabalhadores da saúde, gestantes, indígenas e idosos acima de 60 anos.

Prevenção

A melhor forma de evitar a contaminação pelo vírus H1N1 é a vacinação, mas alguns cuidados podem ser tomados para evitar o contágio:

• Lavar as mãos com água e sabão (depois de tossir ou espirrar; depois de usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar os olhos, boca e nariz);

• Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies;

• Usar lenço de papel descartável;

• Proteger com lenços a boca e nariz ao tossir ou espirrar;

• Orientar para que o doente evite sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até 5 cinco dias após o início dos sintomas);

• Evitar aglomerações e ambientes fechados (deve-se manter os ambientes ventilados). É importante que o ambiente doméstico seja arejado e receba a luz solar, pois estas medidas ajudam a eliminar os possíveis agentes das infecções respiratórias;

• Restrição do ambiente de trabalho para evitar disseminação;

• Hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física.

Sesa - CE

Oito municípios do Ceará têm recursos do PSF suspensos

Oito municípios do Ceará tiveram os repasses de Saúde do mês de outubro cortados por por duplicidade de cadastro no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) do Ministério da Saúde.

Tiveram os repasses cortados os municípios de Amontada, Fortim, Irauçuba, Missão Velha, Quiterianópolis, Russas, Uruoca e Várzea Alegre. A punição é feita sobre as equipe do Programa Saúde da Família (PSF) que estão divididas entre Equipes de Saúde da Família (ESF), Equipes de Saúde Bucal (ESB) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

A cidade cearense que teve o maior número de equipes com repasses cortados foi Quiterianópolis, localizada no Sertão Cearense, com 14 equipes afetadas. Logo atrás vem o município de Uruoca, com 10 equipes tendo seus repasses cortados. No total, 58 equipes no Ceará foram afetadas pelos cortes.

A transferência dos recursos é restabelecida assim que os gestores locais comprovarem ao Ministério da Saúde que as inadequações foram solucionadas.

O programa

O Ministério da Saúde suspendeu o repasse do mês de outubro para 233 Equipes de Saúde da Família, 204 Equipes de Saúde Bucal e 1.717 Agentes Comunitários de Saúde.

O Programa Saúde da Família é a principal estratégia do Governo para reorientar o modelo de atenção à saúde da população a partir da atenção primária.

As equipes multidisciplinares, formadas por um médico, um enfermeiro, um técnico ou auxiliar de enfermagem e até 12 agentes comunitários de saúde - atendem as famílias de determinado território, desenvolvem ações de promoção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico e tratamento, recuperação, reabilitação de doenças.

DN Online

domingo, 4 de dezembro de 2011

Academias da Saúde também são espaços de cidadania

Junto com participantes da 14ª Conferência Nacional de Saúde, ministro Alexandre Padilha participa de aula com professores da Academia da Saúde e ressalta os benefícios do programa, que já contemplou 1.828 municípios até hoje

“As academias da saúde são mecanismos de aprimoramento da gestão, de forma a investir não apenas no tratamento de doenças, mas na prevenção”, resumiu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao explicar a razão de ser do Programa Academia da Saúde, que estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer em todo o Brasil, com 2 mil pólos selecionados para receber o apoio do Ministério da Saúde a partir de 2012. Até 2014, o Brasil terá 4 mil pólos, incluindo os espaços já existentes, que estão sendo readequados para atender às necessidades do programa, cujas atividades devem estar ligadas aos serviços de atenção básica.

A coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, do Ministério da Saúde, Deborah Malta, observa que as academias da saúde fazem parte das estratégias do governo federal para a promoção da saúde, prevenção de enfermidades e redução de mortes prematuras por doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes, a hipertensão e os problemas cardiovasculares. “Nosso empenho em ampliar o número de academias vem da preocupação de assegurar o acesso da população de baixa renda a hábitos saudáveis, incluindo atividades físicas com a orientação de profissionais qualificados e atentos para as necessidades de saúde de cada comunidade”, explica.

Para mostrar algumas das atividades realizadas nas academias da saúde, professores de educação física vinculados ao programa ofereceram nesta terça (2) pela manhã uma aula para os participantes da 14ª Conferência Nacional de Saúde, da qual Alexandre Padilha e Deborah Malta também participaram. Ao final da aula, o ministro destacou alguns depoimentos colhidos nos municípios que já contam com academias em pleno funcionamento indicam melhoras na saúde de pessoas que passaram a se exercitar. “Tivemos relatos de diminuição de uso de antiinflamatórios, antidepressivos e de medicamentos para pressão alta – esses são indicativos da importância de uma política que estimule a prática de atividades físicas como parte de um programa de promoção da saúde e de prevenção.”

A professora de educação física Giselle Luz, da Academia da Cidade em Recife, lembra que as atividades, todas gratuitas, são oferecidas em horários variados e se destinam a pessoas de todas as idades. Para ela, as academias também se convertem em espaços para exercitar a cidadania e a participação social. “Além de fazerem exercício juntas, com orientação de profissionais com foco na saúde, as pessoas também acabam se motivando para trocar idéias.”

SEDENTARISMO E OBESIDADE– A construção desses espaços é uma das estratégias do governo federal para a promoção da saúde, prevenção e redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), previstas no Plano de Ações Estratégicas para Enfretamento das DCNT. Lançado em agosto, o plano tem por meta a redução de 2% ao ano nas mortes prematuras por essas doenças. Para isso, atuará para a melhoria de indicadores como tabagismo, álcool, alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade.

De acordo com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são sedentários; ou seja, pessoas que não fazem nenhuma atividade física no tempo livre, nem mesmo nos deslocamentos diários ou em atividades como a limpeza da casa ou outros tipos de trabalho. A pesquisa também mostra que, nos períodos de lazer, 25,8% dos brasileiros passam três ou mais horas em frente à TV, durante cinco ou mais vezes por semana. Além disso, apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre, com maior proporção entre homens (18,5%) na comparação com as mulheres (12%) e existe diferença importante em relação a escolaridade, 12% da população com menos escolaridade é ativa e 20% da população com 12 anos ou mai s de escolaridade é ativa, mostrando a importância de investir em espaços que promovam atividade física para ampliar o acesso da população de baixa renda. A Organização Mundial de Saúde recomenda a prática de 30 minutos de atividade física, durante cinco ou mais dias por semana.

Outro indicador preocupante se refere ao sobrepeso e à obesidade. O Vigitel 2010 mostra que 48% dos brasileiros estão acima do peso e, desses, 15% são obesos. “A obesidade é, em geral, consequência de alimentação inadequada e inatividade física, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo”, alerta Deborah Malta.

FINANCIAMENTO - Lançado em abril de 2011, o Programa Academia da Saúde prevê a construção de espaços públicos voltados para a promoção de atividades físicas e práticas corporais, a exemplo de iniciativas bem sucedidas realizadas em cidades como Recife, Aracaju e Belo Horizonte. Para a construção desses novos espaços, o Ministério da Saúde destinará aos municípios contemplados entre R$ 80 mil e R$ 180 mil por novo pólo. Também contarão com recursos do governo federal os municípios que já ofereciam esse serviço à população antes do lançamento do programa. Para esses pólos que já existiam serão repassados R$ 3 mil mensais ou R$ 36 mil por ano, desde que estejam adequados às condições previstas pelo programa.

Para cada Polo do Programa Academia da Saúde será obrigatório o cadastramento de profissionais de saúde de nível superior na quantidade mínima de um profissional com carga horária semanal de 40 horas ou dois profissionais com carga horária mínima individual de 20 horas semanais.

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Brasil entregará medicamento para doença de Chagas a cinco países

Laboratório público deve concluir fabricação de 4,6 milhões de comprimidos em 20 dias. País será o primeiro a fabricar o produto para uso infantil

As máquinas que produzem o Benzonidazol, medicamento para doença de Chagas, voltam a trabalhar a todo o vapor na próxima semana. Em 20 dias, será possível atender a demanda global para 2012. O anúncio foi feito pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, durante o Encontro de Parceiros da realizado no Rio de Janeiro (RJ), nesta sexta-feira (2).

Além do medicamento para uso adulto, o Brasil vai iniciar a fabricação da versão pediátrica, aprovada nesta semana pela Anvisa. O novo produto evitará a interrupção do tratamento infantil, que era feito com frações de até um oitavo do comprimido adulto. Único produtor no mundo, o Brasil distribuiu, só neste ano, mais de 1 milhão decomprimidos do Benzonidazol.

Nesta quinta-feira (1), o laboratório privado Nortec entregou 338 kg da matéria-prima ao laboratório público Lafepe, que fabricará o medicamento. A expectativa é de entrega, ainda neste mês, de 4,6 milhões de comprimidos.

Os laboratórios estão cumprindo cronograma definido pelo governo brasileiro, a Organização Panamericana de Saúde (Opas) e Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDI, na sigla em inglês). O ajuste foi feito para atender novas demandas da Bolívia, Colômbia, Venezuela, Argentina, Paraguai e Uruguai.

“Com o insumo pronto, temos a certeza de que não faltará medicamento à população. Trata-se de um produto de baixo valor, mas de fabricação complexa, o que restringe sua oferta no mercado”, detalhou Gadelha.

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