sábado, 11 de dezembro de 2010

Projeto SBBrasil 2010 - Pesquisa Nacional de Saúde Bucal

A Política Nacional de Saúde Bucal – Brasil Sorridente – se constitui num marco na história das Políticas Públicas no Brasil na medida em que incorpora uma agenda em discussão desde o Movimento pela Reforma Sanitária Brasileira e traduz, em seus pressupostos operacionais, os princípios do Sistema Único de Saúde. Ao trabalhar os eixos da atenção à saúde bucal a partir do incremento da atenção básica por meio da Estratégia Saúde da Família, da implementação dos Centros de Especialidades Odontológicas como elemento estruturante da atenção secundária, além das ações de caráter coletivo, o Brasil Sorridente se insere no conjunto de programas estratégicos na atual Política de Saúde.

O Brasil Sorridente tem, em seus pressupostos “centrar a atuação na Vigilância à Saúde”. Este componente da política de saúde bucal tem sua agenda definida pelo Comitê Técnico Assessor (CTA) em Vigilância em Saúde Bucal, o qual tem trabalhado os diversos eixos da vigilância em saúde bucal que dão suporte ao Brasil Sorridente. Entre estes, temos o relativo à geração de dados primários, ou seja, oriundo de pesquisas epidemiológicas de base populacional, os chamados "estudos transversais". Veja no esquema abaixo, como se articula o SBBrasil com a Política de Saúde e o Sistema Único de Saúde.

O principal componente do eixo dos dados primários é, portanto, o Projeto SBBrasil, o qual teve sua primeira edição em 2003 e traçou um dos mais completos diagnósticos da saúde bucal dos brasileiros. O SBBrasil 2010 é, portanto, parte de um amplo processo que visa a construção de uma base de dados permanente relativa aos principais indicadores de saúde bucal.
Este sítio tem o objetivo de, em primeiro lugar, divulgar o projeto, tornando-o público e transparente, de modo a que toda a população brasileira possa conhecê-lo com um pouco mais de detalhe. Em segundo lugar, é um espaço onde podem ser compartilhadas informações, bem como todo o material utilizado na pesquisa.
Enfim, convidamos a todos a conhecerem o Projeto SBBrasil 2010 e também participar de sua construção, ajudando a divulgá-lo e contribuindo através de críticas e sugestões que podem ser enviadas à Coordenação Nacional de Saúde Bucal do Ministério da Saúde

Fonte: SBBrasil2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

Apendicite, sintomas e tratamentos

Saiba quais os sintomas da apendicite aguda e para que serve o apêndice.

Apendicite é o nome que se dá a inflamação do apêndice, um prolongamento do ceco, a região que liga o intestino delgado ao intestino grosso (cólon). O apêndice possui mais ou menos 10 cm de comprimento e tem um fundo cego. Seu formato lembra o de um verme, por isso também é chamado de apêndice vermiforme. Uma outra analogia fácil é com um balão de festa (bexiga) vazio ou um dedo de luva.

Saiba quais os sintomas da apendicite aguda e para que serve o apêndice.

Apendicite é o nome que se dá a inflamação do apêndice, um prolongamento do ceco, a região que liga o intestino delgado ao intestino grosso (cólon). O apêndice possui mais ou menos 10 cm de comprimento e tem um fundo cego. Seu formato lembra o de um verme, por isso também é chamado de apêndice vermiforme. Uma outra analogia fácil é com um balão de festa (bexiga) vazio ou um dedo de luva.

A parede do apêndice contém tecido linfático e participa na produção de anticorpos . O apêndice também serve como reservatório de bactérias intestinais que ajudam no processo de digestão.

É comum aprendermos no colégio que o apêndice é um órgão sem função, o que é não totalmente errado. O apêndice parece ser apenas um resquício evolutivo, que se não é de todo inútil, também não parece fazer falta quando retirado cirurgicamente.

Por que o apêndice inflama causando a apendicite?

O apêndice normalmente produz um volume constante de muco que é drenado para o ceco e se mistura nas fezes. O seu grande problema é ser a única região de todo o trato gastrointestinal que tem um fundo cego, ou seja, é um tubo sem saída, como um dedo de luva. Qualquer obstrução faz com que esse muco se acumule, causando dilatação do apêndice. Conforme o órgão vai ficando maior, começa a haver compressão dos vasos sanguíneo e necrose da sua parede. O processo pode evoluir até o rompimento do apêndice, a temida apendicite supurada.

O intestino é rico em bactérias e quando o apêndice fica obstruído e inflamado, elas conseguem invadir a sua parede e alcançar a circulação e o peritônio (membrana que recobre todo o trato intestinal). Este processo é chamado de translocação bacteriana, que é nada mais do que a passagem de bactérias do intestino para a circulação sanguínea.

Existem várias causas para obstrução do apêndice. Em jovens é comum ocorrer um aumento dos tecidos linfáticos em resposta a alguma infecção viral ou bacteriana. Como o diâmetro interior do apêndice tem menos de 1 cm, qualquer aumento na sua parede pode obstruir a saída. Em idosos, o mais comum é a obstrução por pedaços ressecados de fezes. Também existe a possibilidade de obstrução por neoplasia ou por vermes intestinais.

Sintomas da apendicite

O ceco e o apêndice ficam no quadrante inferior direito do abdômen, e, por isso, uma apendicite se apresenta tipicamente como uma dor nesta região. O problema é que em fases iniciais, quando há somente a distensão do apêndice, ainda sem intensa inflamação ao seu redor, os sintomas podem ser muito vagos e não necessariamente localizados neste sítio.

No começo a dor pode ser difusa, normalmente localizada na região do estômago ou em volta do umbigo. O apêndice é muito pouco inervado, por isso sua inflamação isolada é mal percebida pelo cérebro. Somente quando o peritônio, este sim rico em terminações nervosas, fica inflamado, é que o cérebro consegue identificar mais precisamente a região afetada. O quadro típico é de uma súbita dor moderada ao redor do umbigo que, conforme vai ficando mais intensa, dirige-se para o quadrante inferior direito.

Náuseas, vômitos e febre são sintomas comuns nas fases avançadas da apendicite. Pode haver diarréia ou prisão de ventre.

Quando há perfuração, ocorre uma peritonite (inflamação do peritônio) grave. O paciente apresenta intensa dor e o abdômen costuma ficar duro que nem uma pedra. O doente sente dor com estímulos simples como pisar no chão ou mudar de posição. Este quadro grave costuma cursar com sepse.
A apendicite pode ocorrer em qualquer idade mas é mais comum em adolescentes e adultos jovens.

Diagnóstico diferencial da apendicite

A apendicite é uma das principais causas de cirurgia abdominal. Porém, vários outros processos inflamatórios dentro do abdômen podem mimetizar os sintomas da apendicite, como:

- Diverticulite
- Doença de Crohn - Doença inflamatória pélvica
- Diverticulite de Merckel
- Ileíte aguda (inflamação do íleo, porção final do intestino delgado)

Apendicite crônica

Alguns pacientes apresentam quadro de obstrução intermitente do apêndice, com desobstrução quando a pressão dentro da luz fica elevada. Trata-se de um apêndice que inflama e desinflama repetidamente. É um quadro de dor abdominal repetida, que pode ser difícil diagnosticar.

Diagnóstico da apendicite

Como em qualquer doença, o diagnóstico começa pela avaliação dos sinais e sintomas através da história clínica e do exame físico.

Como explicado acima, o apêndice é pouco inervado, e em um quadro de apendicite inicial, quando ainda não há inflamação também dos órgãos ao seu redor, nomeadamente do peritônio, podem ainda não existirem sinais claros de apendicite ao exame físico.

Conforme a inflamação progride, torna-se fácil detectar uma intensa dor a palpação profunda no quadrante inferior direito do abdômen. Quando há peritonite, o paciente sente muita dor durante o exame físico quando apertamos o abdômen com uma das mãos e subitamente a retiramos. Esta dor à descompressão é típica de processos inflamatórios do peritônio.

Os exames laboratoriais também são úteis, já que pacientes com peritonite costumam apresentar um número elevado de leucócitos no hemograma (leucocitose) (leia: HEMOGRAMA
Entenda os seus resultados).

Porém, uma suspeita clínica/laboratorial de um peritônio inflamado não é suficiente para fecharmos o diagnóstico da apendicite, uma vez que existem várias causas para peritonite.

Casos típicos de apendicite, principalmente se avaliados por médicos experientes, podem ser diagnosticados sem maiores dificuldades, mas atualmente é muito comum, e fácil, solicitar exames de imagem para confirmação do diagnóstico. Os dois exames mais solicitados são a ultrassonografia e a tomografia computadorizada, sendo esta última, a mais indicada em casos duvidosos ou com suspeitas de complicações.

Tratamento da apendicite

O tratamento da apendicite é cirúrgico, podendo ser feito de modo tradicional e pela laparoscopia. A via laparoscópica é preferida em pessoas obesas, idosos e quando o diagnóstico ainda não é 100% certo na hora da cirurgia.

A cirurgia é imediatamente indicada naqueles casos com menos de 3 dias de evolução. Nos casos onde o paciente demora para procurar atendimento, a inflamação pode estar tão grande que dificulta a ação do cirurgião, aumentando o risco de complicações. Nestes casos, se a tomografia computadorizada demonstrar presença de muita inflamação ao redor do apêndice, com formação de abscesso pode ser preferível tratar a infecção com antibióticos por algumas semanas antes de levá-lo para cirurgia.

Fonte: MD Saúde

Leia mais: http://www.mdsaude.com/2009/05/sintomas-da-apendicite.html#ixzz17H7ePOKl

Cuidados com a exposição ao sol


O sol é importante para a saúde, mas é preciso ter cuidado com o excesso. Quando seus raios ultravioletas (tipo B) atingem as camadas profundas da pele, podem alterar as células do corpo e provocar envelhecimento precoce, lesões nos olhos e até câncer de pele.

Câncer de Pele
A pele é o maior órgão do corpo humano. É dividida em duas camadas: uma externa, a epiderme, e outra interna, a derme. A pele protege o corpo contra o calor, a luz e as infecções. Ela é também responsável pela regulação da temperatura do corpo, bem como pela reserva de água, vitamina D e gordura.

Embora o câncer de pele seja o tipo de câncer mais freqüente, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, quando detectado precocemente este tipo de câncer apresenta altos percentuais de cura.

As neoplasias cutâneas estão relacionadas a alguns fatores de risco, como o químico (arsênico), a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum etc) e principalmente à exposição aos raios ultravioletas do sol.

Câncer de pele é mais comum em indivíduos com mais de 40 anos sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam doenças cutâneas prévias. Indivíduos de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vitimas do câncer de pele. Os negros normalmente têm câncer de pele nas regiões palmares e plantares.

Como a pele é um órgão heterogêneo, esse tipo de câncer pode apresentar neoplasias de diferentes linhagens. Os mais freqüentes são: carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos de câncer de pele, o carcinoma epidermóide com 25% dos casos e o melanoma, detectado em 4% dos pacientes. Felizmente o carcinoma basocelular, mais freqüente, é também o menos agressivo. Este tipo e o carcinoma epidermóide são também chamados de câncer de pele não melanoma, enquanto o melanoma e outros tipos, com origem nos melanócitos, são denominados de câncer de pele melanoma.

O que você precisa saber sobre Doação de Sangue

O sangue é uma substância essencial à vida, responsável pelo transporte de oxigênio, nutrientes, células, hormônios, enzimas e uma infinidade de outros elementos

Em todos os hospitais do mundo, diariamente, são realizadas transfusões sanguíneas. A transfusão de sangue é um procedimento médico realizado para salvar vidas e para tratar doentes em estado grave.

Não existe sangue artificial, nem outra substância que possa substituí-lo, portanto, para que haja transfusão, é preciso que haja doação.

A doação de sangue é um ato voluntário de generosidade ainda pouco difundido na população. Estima-se que apenas 1 a cada 30 pessoas seja doadora, uma proporção muito pequena, ainda mais quando se sabe que 1 a cada 3, eventualmente, necessitará de uma transfusão ao longo de sua vida.

DOAÇÃO DE SANGUE

O ato de doar sangue deve ser sempre voluntário, porém, nem todos os candidatos estão aptos para serem doadores, o que só aumenta a necessidade de um volume maior de candidatos.

Os requisitos básicos para ser um candidato a doação de sangue são:

- Estar bem de saúde.
- Ter mais de 18 e menos de 60 anos.
- Pesar mais que 50 kg.
- Homens não podem doar sangue 2 vezes em um espaço menor que 60 dias, respeitando o limite máximo de 4 doações por ano.
- Mulheres não podem doar sangue 2 vezes em um espaço menor que 90 dias, respeitando o limite máximo de 3 doações por ano.
- Mulheres não podem estar grávidas, nem amamentando.
- Mulheres não podem ter tido um aborto ou parto há menos de 3 meses.

Se você se enquadra nestes requisitos, já pode se candidatar (ou recandidatar) a doação. Para que o procedimento não traga riscos nem ao doador, nem ao receptor do sangue, algumas outras condições devem ser respeitadas.

Portanto, não podem doar sangue:

- Diabéticos insulino-dependentes
- Pessoas que têm ou tiveram sífilis
- Pessoas que têm ou tiveram hepatite viral após os 10 anos de idade
- Pessoas com câncer
- Portadores do vírus HIV
- Pessoas com doença pulmonar tipo DPOC
- Pessoas com insuficiência renal crônica
- Pessoas com passado de tuberculose extra-pulmonar
- Pessoas com antecedentes de AVC
- Portadores do vírus HTLV I ou HTLV II
- Pessoas que tiveram malária ou que tenham morado em região endêmica nos últimos 6 meses.
- Pessoas com doença de Chagas ou que tenham contato com o inseto barbeiro
- Portadores de doenças auto-imunes
- Pessoas que sofrem de epilepsia
- Pessoas com doenças psiquiátricas que gerem inimputabilidade jurídica
- Pessoas com comportamento de risco tais como não usar preservativos em relações sexuais, ter tido mais]de dois parceiros sexuais nos últimos 3 meses ou ser usuário de drogas injetáveis

Impedimentos temporários para doação de sangue

Algumas situações impedem a doação apenas temporariamente. Neste caso, o candidato pode será orientado a retornar ao banco de sangue quando já não mais tiver nenhum tipo de impedimento. Abaixo, listo as situações que podem impedir a doação de sangue apenas de modo temporário.

- Estar em jejum. O doador deve se alimentar tendo apenas o cuidado para não ingerir comidas muito gordurosas dentro das 4 horas que antecedem a doação.
- Hipertensão não controlada. Para poder doar sangue é preciso que no momento da coleta a pressão arterial esteja abaixo de 180 x 100 mmHg
- Diabetes tipo 2 descontrolado.
- Ter sido tatuado ou colocado piercing há menos de 1 ano - Ter realizado sessão de acupuntura sem material descartável há pelo menos 1 ano.
- Atraso menstrual em mulheres em idade fértil.
- Diarréia na última semana.
- Tuberculose pulmonar nos últimos 5 anos.
- Dengue no último mês Sintomas e tratamento)
- Ter ingerido bebida alcoólica até 24 horas antes da doação.
- Não ter dormido por pelo menos 6 horas na noite anterior a doação.
- Ter recebido transfusão de sangue há menos de 1 ano.
- Pessoas com doença febril não devem se candidatar a doação de sangue até estarem clinicamente curadas

Fonte: MD Saúde

Leia mais: http://www.mdsaude.com/2010/05/doacao-sangue.html#ixzz17H0FU0OI

Varizes - O que são?

Nosso sangue é transportando por dois tipos de vasos: artérias e veias. A artéria é o vaso que leva o sangue rico em oxigênio para longe do coração, em direção ao resto do corpo, nutrindo órgãos e tecidos. A veia é o vaso que leva o sangue que já nutriu o corpo de volta para o coração e pulmões para que ele possa receber oxigênio novamente.
Nas pernas, o sangue chega pelas artérias e sobe de volta ao coração pelas veias. Como vocês já devem ter pensado, as veias das pernas trabalham, então, contra a gravidade. Podemos dizer que as varizes são o efeito colateral do nosso processo evolutivo que nos permitiu andar em pé sob as duas pernas. Quando tornamo-nos bípedes, nosso coração passou a ficar longe dos nossos membros inferiores, o que dificultou em muito o retorno do sangue para o mesmo. mas como é então que este sangue sobe?
Apenas o trabalho de bombeamento do sangue pelo coração não é suficiente para se vencer a gravidade. Na verdade, as veias possuem um mecanismo que facilita o seu trabalho: as válvulas.

As válvulas são mecanismos de segurança que funcionam como comportas, impedindo que o sangue reflua. Deste modo, o sangue segue sempre em uma única direção.

Agora imaginem se estas válvulas ficarem incompetentes. O sangue que deveria apenas subir, começa a retornar para baixo e a acumular-se com o sangue novo que está subindo. Não difícil perceber o porquê das veias dilatarem. Isso é o mecanismo básico das varizes, veias doentes que tornam-se dilatadas e tortuosas por incapacidade de escoar o sangue em direção ao coração.
Como as veias periféricas das pernas encontra-se muito próximas da pele, qualquer tortuosidade ou dilatação torna-se facilmente perceptível.


Além das válvulas, nossos membros inferiores têm mais dois truques na manga:

1.) Bomba plantar: cada vez que pisamos, o impacto da planta do pé com o chão provoca um bombeamento mecânico do sangue acumulado nos pés.

2.) Bomba da panturrilha (gemelares): além da bomba plantar, quando pisamos, usamos a musculatura da panturrilha, chamada também de gemelares ou batata da perna. Do mesmo modo, a contração destes músculos impulsiona o sangue venoso para cima.

Varizes - Fatores de risco

Cerca de 25% das mulheres e 15% dos homens apresentam varizes nas pernas. Como já explicado, as varizes surgem quando ocorre um represamento do sangue nas veias, em geral, por incompetência das válvulas venosas.

Os principais fatores de risco são:

•Sexo feminino: a presença de alguns hormônios como a progesterona causam dilatação das veias e favorecem a incompetência valvular
•Idade: as varizes surgem a partir dos 30 anos e vão ficando mais comuns com o envelhecimento. Veias mais velhas e submetidas há dezenas de anos de trabalho contra a gravidade são mais propensas a ficarem doentes.
•História familiar: a presença de varizes costuma ser uma tendência familiar. Existe um componente genético facilitando o aparecimento das mesmas em algumas pessoas.
•Obesidade: quanto mais peso, maior a pressão sobre as veias e mais fácil é delas tornarem-se dontes (leia: OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA).
•Tabagismo: O cigarro agride a parede dos vasos tornado-os doentes (leia: COMO E POR QUE PARAR DE FUMAR CIGARRO).
•Gravidez: o aumento dos hormônios, associado a um maior volume de sangue circulante e a compressão das veias intra-abdominais pelo útero cada vez maior, favorecem o surgimento das varizes.
•Sedentarismo: Como explicado, o ato de andar facilita o retorno venoso, diminuindo o represamento do sangue dentro das veias.
•Traumas nas pernas: qualquer trauma que cause lesão nas veias pode torná-las mais fracas e susceptíveis a dilatações.
•Ficar em pé parado por longos períodos: uma pessoa em pé, sem andar, durante várias horas, e repetidamente durante vários dias, está dificultando o retorno venoso e facilitando o aparecimento de varizes.
•Ficar várias horas sentado com as pernas dobradas: Sente-se e cruze as pernas como todos nós fazemos normalmente. Imagine seus vasos como uma mangueira. Se você fica com as pernas dobradas durante várias horas seguidas, o sangue continua precisando vencer a gravidade para subir, só que além disso, os vasos não estão retificados como na posição em pé, mas sim com um trajeto todo tortuoso.
•Pílulas anticoncepcionais: mais um vez, a variação hormonal é um fator responsável pelas varizes

Sintomas das varizes

As varizes são normalmente veias tortuosas e dilatadas que não causam maiores sintomas a não ser o incômodo estético. Elas surgem sempre nas veias mais superficiais, por isso são tão aparentes.

Quando grandes, as varizes podem sagrar após sofrerem traumas ou formar pequenos trombos, em um quadro denominado de trombloflebite.

As varizes, quando múltiplas, podem ser uma das manifestações da chamada insuficiência venosa crônica. Quando várias veias tornam-se insuficientes e varicosas, o sangue começa a ficar retido nos membros inferiores, causando desconforto, sensação de peso, dor local, edemas, escurecimento da pele, e em casos avançados, aparecimentos de úlceras e infecções de pele.

Na verdade, deve-se encarar as varizes como um estágio intermediário da insuficiência venosa, que pode ser dividida nas seguintes fases:

 
1.) Teleangiectasias ou aranhas vasculares

As teleangiectasias são pequenas veias arroxeadas, bem fininhas que surgem na fase inicial da insuficiência venosa, como na fota ao lado. São sinais de doença das pequeníssimas veias superficiais que ficam logo abaixo da pele. São uma espécie de microvarizes.

Nesta fase não costuma haver outros sinais e sintomas, exceto o aparecimento das próprias teleangiectasias.

2.) Varizes

O surgimento das varizes indica que a dificuldade em retornar o sangue já atingiu veias maiores. O paciente pode ter uma única variz ou, em fases mais avançadas da doença, apresentar várias varizes.

3.) Edemas

Quanto mais varizes existirem, mais é óbvia a insuficiência venosa. O sangue que não consegue retornar para o resto do corpo fica represado nas pernas, o que causa o aparecimento dos edemas (inchaços).

Nas fases iniciais, o edema costuma aparecer nos tornozelos e somente ao final do dia, quando o paciente já passou várias horas em pé. Conforme a doença avança, o inchaço pode ser tornar persistente, podendo acometer toda a perna.

Quando já há edema, podem haver outros sintomas como peso nas pernas, câimbras noturnas (leia: CÂIMBRAS | Causas e tratamento), sensação de queimação, comichão e dor no trajeto das varizes.

 
4.) Alterações da pele

Além do edema, a retenção de sangue dos membros inferiores pode causar alteração de coloração da pele, deixando-a mais escura e arroxeada.

As pequenas veias e capilares danificados das pernas permitem o extravasamento das hemácias (glóbulos vermelhos) que, ao sofrerem destruição, liberam seus pigmentos vermelhos que acabam por se depositar na pele.

Nesta fase, a pele pode sofrer alterações na sua textura, ficando ressecada e inflamada, o que recebe o nome de dermatite de estase. Esta dermatite se caracteriza por um espessamento da pele associada a escamação, erosão e perda de líquidos pelos poros.

Nesta fase a pele se torna vulnerável, facilitando a invasão da mesma por bactérias e o desenvolvimento de erisipela e celulite (leia: ERISIPELA | CELULITE | Sintomas e tratamento).

 
5) Úlceras

O último estágio da insuficiência venosa é aparecimento de úlceras na pela. Podem ser únicas ou múltiplas e se localizam preferencialmente próximo ao tornozelo, local de maior estase.

As úlceras normalmente aparecem após pequenos traumas e se formam devido a fragilidade da pele e dos vasos.

Se não tratada, as úlceras continuam crescendo de modo circunferencial, podendo se tornar lesões gigantes e frequentes pontos de partida para infecções.

Como evitar varizes

Como já se pôde entender, o aparecimento das varizes e teleangiectasias é um estágio inicial que pode evoluir para insuficiência venosa crônica. É importante que os pacientes com estas alterações percebam que suas veias dos membros inferiores começam a dar sinais de falência.

Nas fases iniciais, algumas alterações nos hábitos de vida são importantes. Deve-se parar de fumar e evitar longos períodos sentado ou em pé parado, deve-se praticar exercícios com frequência, principalmente caminhadas, para estimular as bombas plantar e da panturrilha. Se você tiver sobrepeso, emagreça.

Exercícios como musculação, se realizados de modo correto, não causam varizes. Depilar as pernas também não tem nenhuma influência. Subir escadas não faz mal, pelo contrário, o impacto dos pés nos degraus favorece o retorno venoso.

Em pacientes com predisposição genética muito forte, o ideal é procurar outros métodos contraceptivos que não as pílulas.

Tratamento das varizes

Uma vez que já existam varizes, as dicas descritas acima são essenciais, mas, isoladamente, podem não ser suficientes.

Se já existem sinais de varizes ou teleangiectasias, o uso de meias compressivas ajuda bastante. As meias devem ser usadas durante todo o dia, principalmente nas horas em que se fica muito tempo em pé. As meias devem se justas, mas não muito apertadas. O ideal é procurar orientação de um angiologista ou cirurgião vascular na hora de escolher as meias mais adequadas.

Deitar-se com as pernas levantadas acima do nível do coração por 30 minutos, 3 ou 4x por dia, também é importante.

Alguns medicamentos, quando usados juntos com as medidas acima, ajudam no controle das varizes. Os mais usados são a pentoxifilina (Trental®) e o Daflon®.

Diurético devem ser evitados. Quando usados, devem ser feitos por pouco tempo, pois os mesmos podem piorar os edemas (leia: DIURÉTICOS | Furosemida, Hidroclorotiazida, Indapamida).

Muitas vezes, porém, é necessário o tratamento cirúrgico das varizes. As principais modalidades são:

- Escleroterapia para varizes: é um procedimento usado para varizes de pequeno tamanho, onde o médico injeta substâncias que causam esclerose (destruição e cicatrização) da veia selecionada. Como esta veia deixa de receber sangue, ela torna-se inútil, e com o tempo, o corpo a elimina. É uma técnica que necessita de repetições, mas dispensa anestesia e pode ser realizada no próprio consultório. Porém, para ser efetiva é preciso ser feita por médicos treinados.

- Cirurgia a Laser para varizes: usada também em pequenas varizes e teleangiectasias, consiste na destruição destes pequenos vasos através da aplicação de Laser. É um procedimento que não necessita de agulhas ou incisões. Não é tão bom quanto a escleroterapia e não são todos os tipos de pele que podem receber os pulsos de Laser. Funciona melhor nas teleangiectasias.

- Ablação por cateteres das varizes: indicado em varizes de maior calibre. Um pequeno tubo (cateter) é inserido dentro da variz, que pode ser destruída por calor (Laser endovenoso) ou por rádio-frequência.

- Cirurgia para varizes: consiste na retirada cirúrgica da veia varicosa. Atualmente este tipo de cirurgia é feita com mínimas incisões e a hospitalização não costuma passar de 1 dia. Quando as varizes são muito pequenas, este procedimento pode ser feito até ambulatorialmente.

Independente da técnica, a destruição ou retirada da veia varicosa não traz nenhum problema para as pernas, uma vez que a veia tratada já não mais funcionava direito. O fluxo de sangue é automaticamente desviado para outras veias colaterais e profundas. Uma veia varicosa não faz falta.

Varizes tratadas não voltam. O que pode ocorrer é o surgimento de novas varizes. É importante entender que os tratamentos descritos acima apenas eliminam as varizes existentes, mas não interferem no processo que as causam.

Fonte: MD Saúde

Leia mais: http://www.mdsaude.com/2010/05/varizes-tratamento.html#ixzz17Gv3A8Mw

Hemorróidas: sintomas e tratamentos

Aprenda quais são os principais sintomas das hemorróidas e quais as opções de tratamento.

A porção terminal do trato digestivo é composta pelo reto, pelo canal anal e pelo ânus propriamente dito. Como em qualquer outra parte do nosso corpo, essa região é vascularizada por artérias e veias, que recebem o nome de artérias e veias hemorroidárias.

Porém, ao contrário das veias do resto do corpo, as veias hemorroidárias não possuem válvulas para impedir o represamento de sangue. Portanto, qualquer aumento da pressão venosa dessas veias, propicia o seu ingurgitamento.

Hemorróidas ou doença hemorroidária é o nome que se dá a essa dilatação das veias do reto e ânus, podendo vir acompanhada de inflamação, trombose ou sangramento.

As hemorróidas são classificadas em:
- Hemorróidas internas: quando ocorrem no reto
- Hemorróidas externas: quando ocorrem no ânus ou no final do canal anal.

As hemorróidas internas são ainda classificadas em 4 estágios:

- Hemorróidas grau I: não prolapsam através do ânus
- Hemorróidas grau II: prolapsam através do ânus durante a evacuação mas o retornam à sua posição original espontaneamente
- Hemorróidas grau III: prolapsam através do ânus e a sua redução só é conseguida manualmente
- Hemorróidas grau IV: estão prolapsadas através do ânus e a sua redução não é possível


As hemorróidas internas grau I não são visíveis; Hemorróidas grau II normalmente passam despercebidas pelos pacientes. Como o reto e o canal anal possuem pouca inervação, elas não costumam causar dor.

As hemorróidas externas são facilmente identificadas e costumam inflamar causando dor e/ou prurido (comichão).
 
Causas de hemorróidas

As hemorróidas são um distúrbio muito comum. Estima-se que na população acima dos 50 anos mais da metade sofra de hemorróidas em graus variáveis.

Os principais fatores de risco são:

- Constipação intestinal (prisão de ventre)
- Esforço para evacuar
- Obesidade (leia: OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA)
- Diarréia crônica (leia: DIARRÉIA. SINAIS DE GRAVIDADE E TRATAMENTO)
- Prender as fezes com frequência, evitando defecar sempre que há vontade.
- Dieta pobre em fibras
- Gravidez
- Sexo anal
- História familiar de hemorróidas
- Tabagismo
- Cirrose e hipertensão portal (leia: CAUSAS E SINTOMAS DA CIRROSE HEPÁTICA)
- Ficar longos períodos sentados no vaso sanitário (há quem ache que o próprio design dos vasos propicie a formação de hemorróidas).

O hábito de evacuar agachado, e não sentado, muito comum no oriente médio e Ásia, está associado a uma menor incidência de hemorróidas.

Independente dos fatores de risco, as hemorróidas se formam quando há aumento da pressão nas veias hemorroidárias ou fraqueza nos tecidos da parede do ânus, responsáveis pela sustentação das mesmas.

Sintomas das hemorróidas

As hemorróidas podem ser sintomáticas ou não. Como já dito anteriormente, as internas tendem a ser menos sintomáticas. O único sinal indicativo da sua presença pode ser a presença de sangue ao redor das fezes ao evacuar.

O sangramento se apresenta tipicamente como pequena quantidade de sangue vivo que fica ao redor das fezes, e por vezes, fica pingando no vaso depois do término da evacuação. É comum também haver sangue no papel higiênico após a limpeza.

As hemorróidas internas podem causar dor se houver trombose ou quando o esforço crônico para se evacuar causa o prolapso da mesma para fora no canal anal. As hemorróidas internas de grau III e IV podem estar associadas à incontinência fecal e à presença de corrimento mucoso que provoca irritação e prurido anal.

As hemorróidas externas são por via de regra sintomáticas. Estão associadas a sangramentos e dor ao evacuar e ao sentar. Em casos de trombose da hemorróida, a dor pode ser intensa. O prurido é outro sintoma comum. As hemorróidas externas são sempre visíveis e palpáveis.

Apesar de ser uma causa comum de hemorragia retal, é importante nunca assumir que o seu sangramento é devido a hemorróidas sem antes consultar um médico. Várias doenças, como fissura anal, câncer do reto, doença diverticular e infecções também podem se manifestar com sangue nas fezes (leia: SANGUE NAS FEZES E HEMORRAGIA DIGESTIVA).

O sangramento costuma ser de pequena quantidade, mas, por ser frequente, pode levar a anemia em alguns casos (leia: SINTOMAS DA ANEMIA).

Diagnóstico das hemorróidas

Nas hemorróidas externas o exame físico é suficiente para o diagnóstico. Nas internas é preciso realizar o toque retal e, na dúvida, a anuscopia (uma mini-endoscopia onde se visualiza o reto).

Em doentes idosos com sangramento pelo reto, mesmo que se identifiquem hemorróidas, é conveniente realizar a colonoscopia para se descartar outras causas. Como as hemorróidas são muito comuns nesta faixa etária, nada impede que o paciente tenha uma segunda causa para o sangramento, como um câncer do intestino.

Tratamento das hemorróidas - Remédios para hemorróidas

O médico especialista em hemorróidas é o proctologista.

Durante as crises, os banhos de assento com água morna podem trazer alívio para os sintomas agudos. Nas grávidas sugere-se compressas úmidas mornas. Deve-se também evitar limpar o ânus com papel higiênico, dando preferência ao bidê ou a jatos de aguá morna.

Nas pessoas com constipação intestinal, laxantes então indicados para se diminuir a necessidade de fazer força ao evacuar.

Pomadas e cremes para hemorróidas podem ser usados, uma vez que servem de lubrificante para a passagem das fezes e geralmente contém anestésicos em sua fórmula. O alívio é apenas temporário e não se deve usar esses cremes indefinidamente sem orientação médica. Supositórios com corticóides são outra opção quando há muita dor ou comichão, porém, é um tratamento que não deve ser usado por mais de 1 semana devido aos seus possíveis efeitos colaterais (leia: PREDNISONA E CORTICÓIDES | Indicações e efeitos colaterais).

Um dieta rica em fibra diminui a incidência de sangramentos e pode aliviar também a coceira. Apesar de ser um dica muito famosa, não há provas de que alimentos com pimenta piorem os sintomas. Isto deve ser avaliado individualmente.

Nas pequenas hemorróidas externas com trombos o tratamento pode ser feito no consultório médico com uma pequena incisão, com anestesia local, para retirada dos coágulos. Isto é suficiente para o alívio dos sintomas.

Em casos mais graves, pode ser necessária a laqueação elástica. Uma borracha é introduzida na base das hemorróidas, causando estrangulamento e necrose das mesmas. Depois de alguns dias, ela sai sozinha pelo ânus junto com o elástico. É uma técnica que pode ser feita no próprio consultório do proctologista. Costuma ser indolor e muitas vezes não se usa nem anestesia.

Escleroterapia e ligadura elástica

Outra opção é a escleroterapia que consiste na injeção de uma solução química que causa necrose das hemorróidas. Uma terceira opção é a coagulação à Laser. Das três técnicas, a ligadura elástica é a que apresenta melhores resultados.
Se as técnicas pouco invasivas não surtirem efeito, ou se a hemorróida for muito grande, o tratamento é feito com cirurgia tradicional, chamada de hemorroidectomia.

Hemorróidas podem virar câncer?

NÃO! HEMORRÓIDAS NÃO VIRAM CÂNCER! Porém, os sintomas podem ser parecidos com os tumores intestinais, principalmente nasneoplasias do reto e ânus. Por isso, é importante estabelecer o diagnóstico diferencial, especialmente em maiores de 50 anos.

Fonte: MD Saúde

Leia mais: http://www.mdsaude.com/2009/09/hemorroidas.html#ixzz17Go1aq1i

sábado, 4 de dezembro de 2010

Sesa realiza Caravana da Dengue e mobiliza as três macrorregiões do Estado

O Secretário da Saúde do Estado, Arruda Bastos, assim como fez o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão que foi até os Estados com mais riscos de epidemia da dengue em 2011, fará a Caravana da Dengue. Objetivo: mobilizar os 86 municípios cearenses com risco alto e risco muito alto de epidemia para o reforço das ações de prevenção e controle da doença antes do início do período chuvoso. O calendário da Caravana da Dengue já está definido. Começa no próximo dia 7, reunindo, das 14 às 18 horas, os prefeitos e secretários municipais de Fortaleza e da Região Metropolitana, no auditório do Cesau, na Sesa, Avenida Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema. No dia 13 de dezembro o destino da Caravana da Dengue será a macrorregião Norte. Arruda Bastos e técnicos da Sesa estarão no Centro de Convenções de Sobral com os gestores dos municípios da região. No dia 17 será a vez da macrorregião do Cariri.

Dos 184 municípios cearenses, 41 estão classificados com risco alto de epidemia no próximo ano e 45 com risco muito alto conforme a nova metodologia desenvolvida pelo Ministério da Saúde. Além do nível de incidência de casos da doença, da identificação do tipo de vírus circulante e do índice de infestação do mosquito Aedes aegypti em anos anteriores, o “Risco Dengue” leva em conta a cobertura de abastecimento regular de água e coleta de lixo e a densidade populacional dos municípios. Com a nova ferramenta “Risco Dengue” o Ministério reforça a necessidade de envolver outros setores no combate à doença, como a educação, infraestrutura e órgãos ambientais (ver matéria). Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar, feita em 2009, pelo IBGE, 10 milhões de domicílios no país não têm coleta regular de lixo e 8,1% dos domicílios no Brasil não contam com rede geral de água.

“Queremos discutir com os gestores municipais tudo que pode ser feito para evitar epidemia semelhante aos picos vividos no Ceará em 1987, 1994, 2001 e 2008, anos que o número de casos da doença foi elevado e tivemos muitos óbitos”, afirma Arruda Bastos. Ele informa que em 57 municípios do Ceará o risco de epidemia é baixo e em 41 municípios o risco é moderado. “Vamos, sem descuidar desses em que a situação é mais tranquila, centrar as forças nos 86 municípios com riscos mais graves de epidemia”, destaca (veja abaixo nota técnica com a relação dos municípios por estratos de risco da dengue).

Este ano, até a última sexta-feira, 3 de dezembro, o Ceará tem 11.633 casos confirmados de dengue em 119 municípios. Há 19 óbitos confirmados. Desse total, seis por dengue hemorrágica e 13 dengue com complicação

Fonte: SESA/CE

domingo, 28 de novembro de 2010

Ceará bate pelo quarto ano consecutivo recorde em transplantes

Ainda falta mais de um mês para 2010 terminar e o número de transplantes realizados no Ceará este ano já bateu recordes. São 772 transplantes feitos de janeiro até esta sexta-feira, 26 de novembro, superando os 767 feitos em 2009, os 739 em 2008 e os 618 transplantes realizados em 2007. “Já são quatro anos de recordes sucessivos, vencendo os 446 transplantes de 2006”, comemora o secretário da saúde do Estado, Arruda Bastos. Para ele, esse avanço, além de significar que muitas vidas foram salvas e centenas de pessoas ganharam qualidade de vida, é uma comprovação de que o Sistema Único de Saúde tem equidade, promovendo acesso à população a procedimentos de alta complexidade e elevado custo.
Para a conquista dos recordes, Arruda Bastos destaca cinco fatores: o reforço do número de profissionais na Central de Transplantes, com a quantidade de médicos aumentando de dois para nove; o trabalho das comissões intrahospitalares; a aquisição de quatro modernos aparelhos eletroencefalogramas para ajudar no diagnóstico da morte encefálica; a descentralização da captação de órgãos e tecidos, que, além da capital e região norte, passou a ser feita com mais força na região do Cariri; a solidariedade da população cada vez mais evidente, com a contribuição dos veículos de comunicação.
Além do aumento do número de transplantes de 2007 para cá, o Ceará inovou nessa área. Passou a realizar há 10 meses transplantes de pâncreas através do Hospital Geral de Fortaleza, que deu a cinco pessoas a chance de viver com um pâncrea saudável. Em 2008, o Hemoce incluiu na rotina das atividades o transplante de medula óssea autólogo. Somente este ano 13 pessoas foram transplantadas. Na pneumologia, o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart está, após ser habilitado pelo Ministério da saúde, se preparando o primeiro transplante de pulmão feito no Nordeste.
A solidariedade em doar precisa ser permanente. Na lista de espera por órgãos e tecidos há 1.333 pessoas. Esperando córneas são 786 pessoas. Um rim saudável é aguardado por 280 pacientes. À espera de um coração tem nove pessoas. Há 220 na fila por um fígado doado.

Fonte: SESA-CE

A partir de hoje venda de antibióticos somente com receita médica

A partir deste domingo, 28, começam a valer as novas regras para a venda de antibióticos nas farmácias e drogarias de todo o país. Os medicamentos só podem ser vendidos com a apresentação de duas vias da receita médica, sendo que uma delas ficará com o estabelecimento e outra com o consumidor. Essa norma já vale para remédios psicotrópicos, conhecidos como de tarja preta, usados no tratamento de depressão e ansiedade.

As receitas terão validade por dez dias a partir da prescrição do médico. Os médicos e profissionais habilitados devem prescrever o remédio com letra legível e sem rasuras.

A regra vale para 93 tipos de substâncias antimicrobianas que compõem todos os antibióticos registrados no Brasil, como amoxicilina, azitromicina, cefalexina e sulfametoxazol, algumas das mais vendidas no país. Estão de fora da lista os antibióticos usados exclusivamente em hospitais.
O estabelecimento que desrespeitar a regra está sujeito a punição, que vai de multa até interdição. Com a venda mais rígida, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer evitar o uso indiscriminado de antibiótico pela população e conter o avanço dos casos de contaminação por superbactérias, como a KPC – responsável pelo recente surto de infecção hospitalar no Distrito Federal.
Em nota, a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) alega que a regulamentação causará transtorno aos brasileiros. A entidade argumenta que parte significativa da população não tem acesso a uma consulta médica e que a receita de controle especial também não está disponível em todos os municípios. “Não poderá ser aceita uma receita médica comum e, nesse caso, a farmácia não poderá dispensar o medicamento, mesmo prescrito corretamente pelo médico ou dentista”, diz a associação.

A resolução da Anvisa, editada em outubro, determina mudanças também nas embalagens e bulas, que deverão ter a seguinte frase: Venda Sob Prescrição Médica - Só Pode Ser Vendido Com Retenção da Receita. As empresas farmacêuticas têm mais cinco meses para se adequar.
 
Iguatu Noticias

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Hemoce Quixadá participa da 4ª Semana do Doador Voluntário

O Hemoce está realizando em toda a hemorrede do estado, entre 22 e 27 de novembro de 2010, a 4ª Semana Nacional do Doador Voluntário de Sangue.

Em Quixadá a programação seguirá até o dia 26, pois sábado 27, a equipe se deslocará para o município de Quixeramobim onde em parceria com a maçonaria realizará a coleta programada.
Durante a semana, a sede do Hemoce de Quixadá e as unidades da capital e interior (Fortaleza, Crato, Sobral, Iguatu, e Juazeiro do Norte) participam da festividade em que se comemora o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, 25 de novembro. Na Terra dos Monólitos a programação teve início por volta das 9h da última segunda-feira, 24.

A solenidade de abertura contou com a ilustre presença do diretor da unidade, Dr. Apoliano Albuquerque, que fez a fala de acolhida a todos e todas, na platéia profissionais da instituição, autoridades, representantes dos poderes legislativo e executivo, alunos e população. Na ocasião todos tiveram a oportunidade de ouvir uma boa música cantada pelas vozes do Coral Hemovida Raízes do Sertão, formado por profissionais do Hemoce Quixadá. A programação segue durante toda a semana com palestras, sorteio de brindes entre os doadores, exposição vídeo musical entre outros.

No próprio Dia do Doador, 25, quinta-feira, às 9h, haverá uma cerimônia em homenagem aos parceiros locais, na oportunidade também será entregue a premiação de um dos vencedores do concurso de desenhos promovido pelo Hemoce nas Escolas Públicas e Particulares, e a cidade de Quixadá teve a honra de ser contemplada através de um trabalho de um aluno do 5° ano do Ginásio Valdemar de Alcântara.

A semana está sendo marcada principalmente pela ação voluntária de milhares de cearenses que de forma espontânea estão fazendo suas doações. Os jovens, Edson Rodrigues do Bairro Campo Novo e Valdenia Barbosa do Bairro Carrascal, deram exemplos de cidadania, ambos doaram o líquido que para eles tem o poder de salvar vidas. “Estamos sujeitos a muitos acontecimentos na nossa vida, nunca se sabe o dia de amanhã, quem sabe se não vou precisar de um doador, por isso hoje estou fazendo a minha parte”, disse Edson. Já Valdenia lembrou que se tornou doadora por que um dia o Pai dela veio a precisar de sangue e infelizmente não conseguiu doador compatível, a partir daí ela conseguiu convencer os membros da família e hoje todos são doadores.

A enfermeira e chefe do Centro Técnico, Dra. Valdiene Brito, lembra da importância da doação e faz um apelo para que todos sigam os exemplos dos jovens acima citados. “A nossa sede regional atende aos 25 municípios do Serão Central, precisamos cada dia mais do incentivo da população, é possível sim ajudarmos a salvar vidas destinando alguns minutos de nossas vidas para a doação”, disse.

O prefeito de Quixadá, Dr. Rômulo Carneiro, quando ingressou na carreira de medicina, ainda como estagiário, teve como uma de suas primeiras experiências o trabalho na sede do Hemoce na Capital do Estado, instituição onde até hoje guarda fortes lembranças e recordações de um grupo unido e dedicado onde a maior prioridade é a vida do próximo.

PARA DOAR:

No Interior:

- Hemocentro de Quixadá: (88) 3445.1006
- Hemocentro de Sobral: (88) 3677.4624 / 3677.4627
- Hemocentro do Crato: (88) 3102.1260 / 3102.1261
- Hemocentro de Iguatu: (88) 3581.9409
- Hemocentro de Juazeiro do Norte: (88) 3102.1169 / 3102.1170

Em Fortaleza:

- Hemoce: (85) 3101.2296 - Av. José Bastos, 3390, Rodolfo Teófilo
- Posto de coleta no IJF: Av. Barão do Rio branco, 1816, Centro

Fonte: http://www.quixada.ce.gov.br/

Saúde invade o Castelão para mobilizar torcedores contra dengue

Nem tudo será disputa no último jogo no Castelão antes das obras de reforma para a Copa 2014, neste domingo, 28. O Ceará e o Atlético Paranaense entram em campo com uma causa comum aos dois times: mobilizar os 30 mil torcedores que devem ir ao estádio contra a dengue. "É a Secretaria da Saúde do Estado, em parceria com a Secretaria do Esporte, aproveitando a força do futebol e a popularidade dos jogadores para chamar a atenção sobre os cuidados com a dengue, que devem ser reforçados no período anterior as chuvas para evitar epidemia da doença no Ceará", afirma o secretário Arruda Bastos. Historicamente, o período chuvoso no Ceará começa em fevereiro e vai até maio, mas em dezembro já são registradas algumas chuvas.

O futebol e a saúde vão se misturar no Castelão. Na arquibancada superior uma faixa destaca o tema da campanha deste ano do Ministério da Saúde: "Dengue – se você agir, podemos evitar". Nos dois portões de entrada, os torcedores receberão botons com o slogan da campanha. O ponto alto será a entrada em campo dos jogadores do Ceará e do Atlético paranaense vestidos contra a dengue. Na camisa, está o apelo "Dengue – se você agir, podemos evitar". No placar, a campanha vai estar no ar, além das mensagens orientando sobre os cuidados com a vedação das caixas d`água e a importância de não jogar lixo nas ruas para evitar acúmulo de água nas tampinhas, latas, garrafas. Basta uma gotinha de água na tampa de refrigerante para o ovo do mosquito eclodir e o mosquito sair por aí, ameaçando a saúde da população.

Segundo critérios do Ministério da Saúde, que passou a incluir os indicadores saneamento básico e desindade populacional na classificação de risco de epidemia, dos 184 municípios cearenses 86 estão em situação de risco alto e risco muito alto de uma epidemia. A Sesa já programou a Caravana da Dengue para as três macrorregiões do Estado – clique aqui e veja a matéria

Fonte: SESA/CE

Evite contato com animais silvestres. Soins transmitem raiva

Em 20 anos, entre 1990 e 2010, o Ceará registrou 43 óbitos em consequência da raiva humana. Em 15 desses casos, 34,8% do total, a transmissão da doença foi feita por animais silvestres, 11 por sagui (soim). Foi o mesmo animal que transmitiu a raiva para o paciente de 11 anos, natural do município de Ipu, internado desde segunda-feira, 22 de novembro, no Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ), que aguarda a confirmação do diagnóstico com a chegada do resultado do exame do material enviado para o Instituto Pasteur, em São Paulo.

As agressões de animais silvestres a humanos são classificadas como acidentes graves pelo Ministério da Saúde. Nos últimos cinco anos, ocorreram duas mortes por raiva em consequência de agressões por sagui no Ceará, nos municípios de São Luis do Curu, em 2005, e Camocim, em 2008. Nesse mesmo período (2005-2010), de 115 amostras de saguis enviadas pelos municípios ao Núcleo de Vetores da Secretaria da Saúde do Estado (Nuvet) para o diagnóstico da raiva, 10 foram positivas para a doença. No mapa de risco do Nuvet, as microrregiões de saúde com maior circulação do vírus da raiva em animais silvestres são, pela ordem, as de Camocim, Tianguá, Caucaia e Sobral, à qual pertence o município de Ipu.

O menino de 11 anos internado no Hospital São José costumava caçar soins na região de mata próximo à Bica do Ipu. Em setembro, numa desas aventuras, foi agredido no rosto com a mordida de um animal. Somente no dia 14 de novembro a família procurou o serviço de saúde, quando os sintomas da raiva começaram a se manifestar. Depois de passar por uma unidade de saúde em Ipu, passou dois dias internado em Sobral, até ser transferido para Fortaleza.

A raiva é uma zoonose transmitida pela inoculação do vírus rábico, principalmente por meio de mordedura, arranhadura ou lambedura de animais infectados. Apesar de sua altíssima letalidade, é uma doença imunoprevenível com um esquema de profilaxia eficaz, quando utilizada de maneira oportuna e correta, com aplicação de imunobiológicos (vacina, soro e imunoglobulina anti-rábica) adquiridos pelo Ministério da Saúde e oferecidos ao público pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao ser agredido por animais, deve-se lavar imediatamente a ferida com água e sabão em abundância e imediatamente procurar assistência médica, pois somente o profissional de saúde poderá realizar avaliação do paciente, e se necessário indicar o tratamento profilático anti-rábico humano. Em casos de agressão por animais silvestres, como os morcegos, macacos, sagüis, raposas, mesmo que ferimentos pequenos, o tratamento profilático anti-rábico humano é imprescindível e deve ser buscado o mais rápido possível. Antes da manifestação dos sintomas, período que varia de alguns dias até um ano, é possível conter a doença com o tratamento adequado.

A Vigilância Epidemiológica da microrregião de Sobral já fez o bloqueio sanitário na região de Ipu e iniciou a busca ativa de casos de agressão a humanos por qualquer tipo de animal, em um raio de 12 quilômetros da sede do município. O menino internado no Hospital São José tem dois irmãos e uma irmã, mas segundo a família nenhum deles foi mordido por animal silvestre. As pessoas agredidas por animais serão vacinadas. Na segunda-feira, o Nuvet deslocará para Ipu uma equipe de técnicos que irá fazer o monitoramento viral de animais na região.

Com a confirmação do diagnóstico, esse será o segundo caso de raiva humana registrada no Ceará em 2010. Em setembro, no município de Chaval, um homem de 26 anos morreu vítima da doença, contraída depois de receber a mordida de uma cadela infectada

Fonte: SESA/CE

Vacina contra a dengue está sendo testada

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, José Gomes Temporão fez um retrato da doença do país e reforçou a necessidade de mobilização para evitar novos surtos

Em entrevista concedida nesta quinta-feira (25/11) ao programa Bom Dia, Ministro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, detalhou a atual situação da dengue no país e lembrou que pelo menos 15 municípios estão em risco de surto da doença, segundo recente avaliação nacional das informações sobre a infestação por larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. O ministro falou ainda sobre vacina contra dengue que está sendo testada no estado do Espírito Santo e lembrou que enquanto não existir essa imunização, é extremamente importante que os governos federal, estaduais, municipais e a sociedade civil estejam unidos na prevenção da doença.


Ministério da Saúde quer aumentar estoques de sangue no país

No Dia Nacional do Doador Voluntário, governo alerta para queda em até 30% das doações no fim do ano e convoca população para três últimos dias de campanha


No Brasil, quase 3,5 milhões de pessoas acreditam no slogan “Doe Sangue e Faça Alguém Nascer de Novo”, escolhido pelo Ministério da Saúde para a Semana Nacional do Doador Voluntário de Sangue, que vai até o próximo sábado (27). Esses brasileiros solidários – homenageados neste 25 de novembro (Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue) – representam 1,9% da população. O índice atende aos parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS); mas, poderia ser maior.

A recomendação da OMS é que entre 1% e 3% da população seja doadora de sangue. No Brasil, onde o volume coletado é equivalente ao número de doadores voluntários (3,5 milhões de bolsas de sangue por ano), essa quantidade disponível nos hemocentros poderia ser duas vezes maior. “Bastaria que cada doador voluntário fizesse, pelos menos, duas doações ao ano”, explica Vânia Melo, responsável pelo setor de Captação de Doadores da Coordenação de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde.

Para incentivar o aumento do número de doadores no país – principalmente nos finais de ano, período de festas e férias escolares, quando as pessoas geralmente viajam e a quantidade de doações de sangue cai até 30% – é que o governo federal reforça as ações de mobilização. “As campanhas têm o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância da doação de sangue, uma forma de minimizar a possível baixa de estoque neste período do ano e de garantir o atendimento da demanda, cuja tendência é crescer”, completa Vânia Melo.

Entre os fatores para o crescimento esperado da demanda por sangue no país estão o aumento de 58,3% dos transplantes (de 2003 a 2009), o crescimento vegetativo da população, o uso cada vez maior de sangue como suporte terapêutico em doenças hematológicas e a aplicação de vacinas em maior escala – quando os candidatos tornam-se inaptos à doação por pelo menos 30 dias.
CAMPANHA – A campanha publicitária nacional de incentivo à doação tem bebês como protagonistas das peças, direcionadas à veiculação em TV, rádio e internet. Os “personagens” aparecem realizando tarefas do cotidiano e representam os adultos da vida real que nasceram de novo após receberem sangue doado. As peças da campanha podem ser obtidas no hotsite www.facaalguemnascerdenovo.com.br

O que é necessário para ser um doador:

-Sentir-se bem e estar com boa saúde (avaliação nos hemocentros)
-Ter entre 18 e 65 anos de idade e peso acima de 50Kg
-Apresentar documento de identificação com foto (válido em todo território nacional)

Quem não pode doar:

-Pessoas que tenham tido diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade
-Mulheres grávidas ou amamentando
-Pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como HIV/aids, hepatite, malária, sífilis e doença de Chagas; usuários de drogas e aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos

Recomendações para o dia da doação:

-Não se pode ficar em jejum
-Deve-se evitar o consumo de alimentos gordurosos (como leite integral, queijo e manteiga) três horas antes da doação
-É necessário repouso mínimo de seis horas na noite anterior à doação
-Não se deve consumir bebidas alcoólicas nas doze horas anteriores
-Não se deve fumar por pelo menos duas horas antes da doação
-Deve-se interromper as atividades por 12 horas às pessoas que exercem profissões como pilotar avião ou helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, subir em andaimes e praticar pára-quedismo ou mergulho
-Plantonistas não devem doar após terminar o expediente
-Não é permitida para quem fez exercícios físicos antes da doação
-Não é permitida para quem colocou piercing ou fez tatuagem nos últimos doze meses
-Não é permitida para quem fez endoscopia nos últimos doze meses

terça-feira, 4 de maio de 2010

Câmara cria comissão para analisar lei dos agentes de saúde

A Câmara dos deputados criou uma comissão especial para agilizar a análise da Lei que regulamenta o piso salarial e o Plano de Cargos e Carreira dos agentes de saúde e de endemias do país.

A lei resulta da Proposta de Emenda à Constituição – PEC, que regulamenta as atividades das duas categorias e que foi promulgada pelo Congresso Nacional em fevereiro passado.

O autor da Proposta de Emenda à Contituição é o deputado federal cearense Raimundo Matos, do PSDB.

Ao final de 10 reuniões a Comissão deverá elaborar um relatório para votação no Plenário da Câmara e em seguida vai para apreciação em duas votações.

O Programa Agentes de Saúde foi criado em 1987 na administração do então governador Tasso Jereissati, época em que o Ceará registrava um dos mais altos índices de mortalidade infantil do pais.

O programa conseguiu mudar essa realidade, recebeu vários prêmios e reconhecimentos, além de servir de exemplo para ser implantado em todo o país.

sábado, 17 de abril de 2010

Pâncreas artificial funciona em 11 pacientes, diz estudo

Por Julie Steenhuysen

O teste de um "pâncreas artificial" que monitora o nível de açúcar no sangue e administra insulina e um hormônio regulador chamado glucagon ajudou pacientes a terem níveis quase normais de açúcar no sangue durante mais de 24 horas, disseram pesquisadores dos EUA na quarta-feira.

O sistema, constituído por um monitor de glicose, duas bombas e um laptop - é feito para melhor imitar o mecanismo natural do organismo para controlar o excesso ou falta de açúcar no sangue.

Em testes anteriores de sistemas equivalentes ao pâncreas, mas que administravam apenas insulina, alguns pacientes ficaram com uma grave hipoglicemia (baixo grau de açúcar no sangue).

O acréscimo de pequenas doses de glucagon, um hormônio liberado pelo pâncreas para aumentar o nível de açúcar no sangue, ajudou a superar isso, segundo o estudo publicado na revista Science Translational Medicine.

Após alguns ajustes para um programa sofisticado de computador que faz o papel do cérebro no sistema, todos os 11 adultos envolvidos no estudo tinham um bom controle de açúcar no sangue, sem hipoglicemia, mesmo depois de consumirem três refeições ricas em carboidratos.

"Este é o primeiro dispositivo de pâncreas artificial que usa tanto a insulina quanto o glucagon", disse Steven Russell, do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, um dos chefes do estudo.

Existe atualmente uma espécie de corrida pelo desenvolvimento do primeiro pâncreas artificial funcional, o que seria útil para vítimas do diabete tipo 1, doença autoimune em que o organismo destrói sua própria capacidade de produzir insulina e sintetizar o açúcar.

Há sistemas que monitoram constantemente a glicose e injetam insulina automaticamente, mas o risco de hipoglicemia permanece, pois em pessoas com diabete tipo 1, o glucagon não funciona direito.

O novo sistema foi desenvolvimento no laboratório de Edward Damiano, engenheiro biomédico da Universidade de Boston, e pai de um menino que tem diabete tipo 1.

Em fevereiro, pesquisadores britânicos testaram um sistema semelhante em 17 crianças e concluíram que ele mantinha seus níveis de açúcar próximos a níveis normais em 60 por cento do tempo.